Europa pode ganhar um novo país com apenas 27 hectares, menor que o Vaticano e com uma característica que o torna completamente diferente das outras nações
Território ocuparia 27 hectares, menos que o Vaticano, o menor país do mundo.

A Albânia planeja criar, na capital Tirana, um estado soberano dedicado à ordem religiosa Bektashi. Batizado de “Estado Soberano da Ordem Bektashi”, o território ocuparia 27 hectares — menos que o Vaticano, o menor país do mundo.
A proposta, apresentada pelo primeiro-ministro Edi Rama, levanta questões sobre religião, soberania e “soft power”. O plano ganha simbolismo pelo contraste histórico: a Albânia foi o único Estado declaradamente ateu do mundo durante seu regime comunista, perseguindo qualquer prática religiosa.
Em contraste com esse passado, o governo propõe garantir soberania a um grupo espiritual minoritário no coração da capital — um movimento raro na diplomacia moderna.
Quem são os seguidores dessa fé
A Ordem Bektashi prega uma versão “liberal” do islã, acolhendo interpretações místicas e o diálogo com outras religiões e filosofias. Essa característica a distingue de correntes mais rígidas presentes em outras regiões do mundo muçulmano. No último censo realizado no país, pouco menos de 5% da população albanesa se identificou como bektashi.
O que está em jogo com a proposta
Se avançar, o projeto colocará a Albânia no centro de um debate inédito sobre o tamanho mínimo necessário para que um território seja reconhecido como país. A proposta ainda está em fase de elaboração legislativa e não foi submetida à votação no Parlamento albanês.
Edmond Brahimaj, conhecido como Baba Mondi, seria o líder político e espiritual do microestado. O projeto também envolve “soft power”, a capacidade de influenciar outras nações sem recurso à força militar ou coerção.









