EUA confirmam que teoria de Monark estava praticamente certa e surpreendem o mundo inteiro

O ex-apresentador do Flow Podcast, o Monark, ganhou grande repercussão em 2025 ao afirmar, no podcast 3 Irmãos, que as elites têm lasers no céu e, se quiserem, podem apertar um botão e incinerar qualquer alvo. Na época, ele foi criticado por muitas pessoas. No entanto, na última segunda-feira (14/09), os Estados Unidos reconheceram pela primeira vez que têm armas de controle espacial posicionadas em órbita, o que mostra que o comunicador estava, pelo menos, parcialmente correto.
A declaração foi feita por Troy Meink, secretário da Força Aérea dos Estados Unidos, durante uma conferência militar realizada em Maryland. O anúncio representa uma mudança importante na forma como Washington fala publicamente sobre suas capacidades militares no espaço, já que o governo americano vinha evitando confirmar de maneira direta a existência de armamentos posicionados em órbita.
EUA não revelaram quais armas estão no espaço
Apesar da confirmação, ainda existem muitas informações desconhecidas sobre os equipamentos. Meink não informou quantas armas estão em órbita, quando elas foram colocadas no espaço ou quais tecnologias utilizam.
A Força Espacial americana descreveu os sistemas como armas de “controle espacial” capazes de atuar contra ações hostis de adversários. A própria definição utilizada pelo órgão indica que essas capacidades podem envolver meios cinéticos e não cinéticos, utilizados para interferir ou afetar recursos espaciais de outros países.
Na prática, isso significa que a confirmação não permite afirmar que os Estados Unidos possuem exatamente os lasers descritos por Monark. Tecnologias de controle espacial podem envolver diferentes métodos, incluindo interferência eletrônica, sistemas capazes de afetar sensores e outras formas de neutralização de equipamentos espaciais.
No entanto, o país tem armas de ataque contra adversários em órbita, mesmo que o uso seja limitado para afetar sistemas no espaço.
Especialistas ouvidos pela imprensa americana apontam que uma das possibilidades seria o emprego de sistemas capazes de interferir em satélites ou até neutralizá-los. Entretanto, o governo não confirmou publicamente qual dessas tecnologias está efetivamente instalada em órbita.
O que significa uma arma de controle espacial?
Satélites desempenham funções essenciais para as forças armadas modernas. Eles podem ser utilizados para comunicação, navegação, vigilância, alerta de mísseis e transmissão de dados.
Por isso, controlar ou interromper o funcionamento de um satélite pode afetar diretamente a capacidade militar de um país. Uma arma de controle espacial não precisa necessariamente destruir fisicamente o equipamento para cumprir sua função. Dependendo da tecnologia empregada, ela pode interferir em sinais, sensores ou sistemas de comunicação.
É justamente nesse ponto que a declaração americana se aproxima apenas parcialmente da afirmação feita por Monark. Os Estados Unidos confirmaram a existência de armas em órbita capazes de atuar contra ameaças no espaço, mas não disseram que possuem lasers capazes de atingir e incinerar qualquer alvo na Terra.
Armas podem ter funções ofensivas e defensivas
A Força Espacial dos Estados Unidos afirma que os sistemas de controle espacial podem ser empregados tanto em operações defensivas quanto ofensivas.
A lógica apresentada por Washington é a de proteger forças americanas e seus recursos espaciais contra possíveis ataques. Um satélite utilizado para comunicação militar, por exemplo, poderia se tornar um alvo caso um adversário tentasse utilizá-lo ou comprometê-lo durante um conflito.
Segundo informações divulgadas pelo g1 com base em um funcionário do governo americano ouvido pelo Washington Post, uma das capacidades atribuídas aos sistemas seria destruir ou neutralizar um satélite adversário caso ele estivesse sendo utilizado para atacar tropas ou satélites dos Estados Unidos.
Isso ajuda a explicar por que o governo americano utiliza o termo “controle espacial”. O objetivo não é necessariamente destruir tudo o que estiver no espaço, mas garantir que suas forças possam continuar utilizando esse ambiente mesmo diante de uma tentativa de interferência.
Por que os Estados Unidos decidiram revelar isso agora?
Troy Meink afirmou que a divulgação possui relação com a estratégia de dissuasão. Nesse contexto, tornar pública a existência dos sistemas serve para comunicar aos possíveis adversários que os Estados Unidos possuem meios para responder caso seus recursos espaciais sejam atacados.
O secretário, entretanto, evitou revelar detalhes técnicos. Segundo ele, explicar exatamente como os equipamentos funcionam poderia prejudicar o próprio objetivo de dissuasão. Por esse motivo, informações sobre testes, quantidade e características das armas continuam sem divulgação pública.
A revelação ocorre em meio à disputa tecnológica entre Estados Unidos, China e Rússia. Washington acusa os dois países de desenvolverem capacidades capazes de ameaçar satélites, enquanto Pequim e Moscou também acompanham o avanço militar americano no espaço.
Tratado internacional não proíbe todas as armas espaciais
Existe ainda uma diferença importante entre armas nucleares no espaço e outros tipos de armamento. O Tratado do Espaço Sideral, assinado em 1967, proíbe a colocação em órbita de armas nucleares e outras armas de destruição em massa. Porém, o acordo não estabelece uma proibição geral para todas as tecnologias militares capazes de atuar contra satélites.
Essa diferença criou espaço para o desenvolvimento de sistemas antissatélite e outras capacidades militares. Estados Unidos, Rússia, China e Índia estão entre os países que desenvolveram tecnologias capazes de interferir ou atacar equipamentos espaciais.
Assim, a existência de armas americanas em órbita não significa, por si só, que os Estados Unidos tenham violado o tratado de 1967. A legalidade de um sistema específico depende de suas características e de como ele é utilizado.
O anúncio tem relação com os lasers?
Essa é justamente uma das partes que permanecem sem resposta. Armas de energia dirigida, como lasers capazes de interferir em sensores ou danificar determinados componentes, fazem parte das categorias discutidas por especialistas quando o assunto é guerra espacial. Também existem sistemas de interferência eletrônica e tecnologias capazes de afetar comunicações.
O problema é que o governo americano não informou qual dessas possibilidades corresponde às armas mencionadas por Meink. Portanto, não é possível afirmar que os equipamentos revelados sejam lasers.
O que já pode ser considerado confirmado é algo mais específico: os Estados Unidos possuem armas de controle espacial em órbita e admitem que elas podem ser empregadas para afetar recursos de adversários.









