Estudo encontra ácaros em 24 de 25 usuárias de extensão de cílios; saiba os perigos da prática
Mulheres jovens que fazem extensões de cílios com frequência podem abrigar ácaros minúsculos.

Mulheres jovens que fazem extensões de cílios com frequência podem abrigar ácaros minúsculos chamados Demodex folliculorum nos cílios, segundo estudo apresentado no 44º Congresso da Sociedade Europeia de Cirurgiões de Catarata e Refrativos.
A pesquisa, conduzida por Tetiana Zhmud, da Universidade Médica Nacional Pirogov Memorial, na Ucrânia, analisou 345 mulheres de 16 a 28 anos e verificou que quase um quarto já havia feito o procedimento, sendo que 58% renovavam as extensões a cada três ou quatro semanas. Quase metade das que fizeram extensões relatou desconforto, vermelhidão, lacrimejamento ou coceira depois do procedimento.
Entre as que haviam feito pelo menos 10 vezes, 85% apresentaram sinais de disfunção das glândulas meibomianas, que produzem a substância oleosa responsável por evitar o ressecamento ocular.
A análise com meibografia, técnica que usa luz infravermelha para visualizar essas glândulas através das pálpebras, mostrou bloqueios ou produção inadequada de óleo. Em seguida, amostras de cílios de 25 mulheres foram examinadas ao microscópio, e todas, exceto uma, tinham os ácaros, enquanto 18 apresentavam sinais típicos de irritação causada por eles, como coceira e vermelhidão ao redor das pálpebras, inchaço, cílios colados e pele escamosa na base.
Estudo pequeno
Os pesquisadores ressaltam que o estudo é pequeno e não comparou mulheres sem extensões, defendendo pesquisas maiores com os dois grupos. Ácaros são comuns, mas raros em jovens, e costumam ser identificados por anéis cerosos chamados colaretes, feitos de ácaros mortos, fezes, ovos, pele e óleo.
Como o adesivo das extensões é aplicado perto da base dos cílios, onde ficam os colaretes, a detecção fica mais difícil.









