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Especialista revela quantas vezes você realmente deve lavar as mãos durante o dia e aponta o lugar da casa que concentra mais germes

Oitenta por cento das doenças são transmitidas pelas mãos, segundo informou o infectologista argentino Jorge Tartaglione ao canal LN+. A cozinha, e não o…


Por Bernardo Teixeira

24/09/2026 às 19h04

Especialista revela quantas vezes você realmente deve lavar as mãos durante o dia e aponta o lugar da casa que concentra mais germes
Foto: Sora Shimazaki/Pexels

Oitenta por cento das doenças são transmitidas pelas mãos, segundo informou o infectologista argentino Jorge Tartaglione ao canal LN+. A cozinha, e não o banheiro, é o cômodo que mais concentra micro-organismos em uma residência.

A combinação de umidade persistente, restos de alimentos e calor da cocção cria um ambiente ideal para a multiplicação de bactérias, fungos e vírus. Na cozinha, a esponja de lavar louça concentra a maior quantidade de germes entre os utensílios. Tartaglione estimou que uma esponja acumula cerca de 3.500 milhões de micro-organismos.

Quanto mais itens e atividades houver na cozinha, maior será o risco de contaminação cruzada.

Como proteger a cozinha e as mãos

Para reduzir a contaminação, o infectologista recomendou um método simples: deixar um recipiente com água sanitária diluída na pia e mergulhar esponjas e panos de prato regularmente. A troca frequente dos utensílios evita o acúmulo de patógenos.

Além dessa estratégia, o micro-ondas também é eficaz para higienizar a esponja, assim como a água sanitária diluída. Essas opções são mais práticas que simplesmente descartar o utensílio.

Outro item frequentemente ignorado é o saleiro, e tartaglione alertou que 48% dos recipientes de sal em cozinhas domésticas estão contaminados por causa da contaminação cruzada. Isso ocorre quando se manipula carne crua e depois se toca no recipiente sem lavar as mãos, permitindo que patógenos se transfiram diretamente ao condimento.

Encantadora cozinha vintage com vários eletrodomésticos, utensílios e decoração, criando uma atmosfera quente e acolhedora.
Foto: Charlotte May/Pexels

O celular e a higiene das mãos

O telefone celular também é um vetor importante de contaminação. Segundo o especialista, 6 de cada 10 aparelhos estão contaminados com matéria fecal, especialmente porque as pessoas costumam levar o dispositivo ao banheiro. Lavar bem as mãos após usar o sanitário é essencial para quebrar essa cadeia de transmissão.

Sobre a técnica correta de higiene das mãos, Tartaglione detalhou o movimento: palma com palma, dorso com dorso, dedo com dedo e repetir o movimento no polegar três vezes. Secar as mãos completamente também é crucial, já que a umidade acelera a multiplicação bacteriana.

O papel descartável é preferível aos secadores de ar quente comuns em espaços públicos, pois garante uma secagem total.

Um close das mãos de um homem segurando um smartphone em um parque, mostrando o uso da tecnologia.
Foto: Joshua Woroniecki/Pexels

Higiene no banheiro

Abaixar a tampa do vaso sanitário antes de acionar a descarga ajuda a conter a dispersão de germes. Essas partículas podem alcançar 8 metros de distância, carregadas pelas correntes de ar do ambiente. A tampa é uma barreira importante contra a contaminação aérea.

Tartaglione explicou que o corpo humano convive naturalmente com esses agentes patógenos por meio de suas defesas naturais. Em períodos de vulnerabilidade física ou em etapas mais complexas da vida, porém, evitar o contágio fica mais difícil. A higiene adequada é, portanto, a ferramenta mais eficaz de prevenção.

Um vaso sanitário branco moderno e elegante em um banheiro minimalista bem iluminado.
Foto: Jonas Thomann/Pexels