Especialista em longevidade revela os hábitos que ajudam a dormir melhor
Especialista revela hábitos simples que ajudam a melhorar o sono, aumentar o descanso e favorecer a saúde e a longevidade.

Dormir bem continua sendo uma das principais recomendações para quem busca mais saúde e qualidade de vida.
Considerado um dos pilares do bem-estar físico e mental, o sono adequado está associado à melhora da memória, da concentração, da recuperação muscular e do funcionamento do sistema imunológico.
Apesar disso, milhões de pessoas enfrentam dificuldades para descansar durante a noite.
Durante participação no podcast The Formula for Success, o especialista em longevidade Marcos Vázquez explicou quais hábitos podem fazer diferença na qualidade do sono e destacou que pequenas mudanças na rotina são capazes de ajudar o organismo a descansar de forma mais eficiente.
Segundo ele, dois fatores são fundamentais para uma boa noite de sono: o respeito ao ritmo circadiano e a regulação da temperatura corporal.
Escuridão e temperatura são sinais naturais para o cérebro
De acordo com Vázquez, o organismo humano continua respondendo aos mesmos estímulos que guiavam os ancestrais há milhares de anos.
Com o pôr do sol, a redução da luminosidade e da temperatura ambiente funcionam como sinais biológicos de que chegou a hora de descansar.
Por esse motivo, o especialista recomenda manter o quarto completamente escuro e com temperatura levemente mais baixa durante a noite.
Segundo ele, esse ambiente favorece o início do sono e contribui para que o organismo entre nas fases mais profundas do descanso.
A orientação também inclui eliminar fontes de luz desnecessárias no quarto, como aparelhos eletrônicos, televisores ligados e iluminação intensa, fatores que podem dificultar o relaxamento.
Sauna pode favorecer o descanso noturno
Entre as recomendações apresentadas pelo especialista está o uso da sauna no fim da tarde ou no início da noite.
Embora pareça contraditório, ele explica que o aquecimento do corpo estimula um mecanismo natural de resfriamento após a sessão.
Segundo Vázquez, esse processo faz com que o organismo direcione calor para a pele e para as extremidades, facilitando a redução da temperatura interna.
Esse resfriamento fisiológico cria condições mais favoráveis para o início do sono.
Ritmo circadiano depende da luz natural
Outro ponto destacado pelo especialista é a importância do ritmo circadiano, conhecido como relógio biológico do organismo.
Para que ele funcione corretamente, é necessário receber boa exposição à luz natural durante o dia e reduzir ao máximo a luminosidade no período da noite.
A recomendação é aproveitar a iluminação solar nas primeiras horas do dia e evitar ambientes excessivamente iluminados quando o horário de dormir se aproxima.
Segundo Vázquez, esse equilíbrio ajuda o cérebro a identificar corretamente os momentos de vigília e descanso.
Uso de telas pode prejudicar a produção de melatonina
O especialista alerta que celulares, computadores, tablets e televisores representam um dos principais obstáculos para uma boa noite de sono.
A luz emitida pelas telas reduz a produção de melatonina, hormônio responsável por sinalizar ao organismo que é hora de dormir.
Além de regular o ciclo do sono, a substância também desempenha funções importantes relacionadas ao controle de processos inflamatórios e à proteção das células.
Por isso, especialistas recomendam interromper o uso de dispositivos eletrônicos algum tempo antes de deitar e substituir esse hábito por atividades mais relaxantes.
Criar uma rotina ajuda o cérebro a desacelerar
Para facilitar o início do sono, Marcos Vázquez recomenda estabelecer uma rotina de transição entre o fim das atividades diárias e o momento de dormir.
Entre os hábitos sugeridos estão reduzir a intensidade das luzes da casa, evitar conteúdos estimulantes nas redes sociais, fazer uma leitura leve, praticar técnicas de respiração ou meditação e manter horários regulares para dormir.
Segundo ele, repetir esse ritual diariamente ajuda o cérebro a compreender que o período de descanso está começando.
Alimentação leve favorece uma noite tranquila
A alimentação também influencia diretamente a qualidade do sono.
De acordo com o especialista, refeições pesadas próximas ao horário de dormir prolongam o processo digestivo e dificultam a redução da temperatura corporal necessária para o descanso.
A orientação é fazer um jantar mais leve e finalizar a refeição entre duas e três horas antes de ir para a cama, permitindo que a digestão aconteça antes do início do sono.
Hábitos simples podem melhorar a qualidade de vida
Especialistas afirmam que dormir entre oito e nove horas por noite continua sendo uma das principais recomendações para adultos saudáveis.
Além da quantidade de horas dormidas, fatores como ambiente adequado, rotina regular, alimentação equilibrada e menor exposição às telas podem contribuir para um descanso mais profundo.
Ao reunir esses cuidados no dia a dia, é possível melhorar não apenas a qualidade do sono, mas também a disposição, o desempenho cognitivo, a recuperação física e a saúde ao longo dos anos.









