Escolas públicas vão paralisar as aulas durante 31 dias em SP, RJ, MG, RS, BA, CE, PE e DF

Se você tem filhos saiba que uma mudança importante no calendário escolar está prevista para 2027, principalmente nas instituições de ensino que ficam em São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Minas Gerais (MG), Rio Grande do Sul (RS), Bahia (BA), Ceará (CE), Pernambuco (PE) e Distrito Federal (DF).
Acontece que as férias do meio do ano terão de ser organizadas de forma diferente por causa da realização da Copa do Mundo Feminina no Brasil, o que fará com que determinadas redes de ensino interrompam as atividades durante o período da competição.
A medida foi regulamentada pelo Ministério da Educação (MEC) após a homologação do Parecer CNE/CEB nº 7/2026, elaborado pelo Conselho Nacional de Educação (CNE). A Copa será realizada entre 24 de junho e 25 de julho de 2027, e as férias escolares deverão abranger todo o período do torneio nas localidades diretamente afetadas, ou seja, os estados sede, que são SP, RJ, MG, RS, BA, CE, PE e DF.
A regra é mais específica: a obrigatoriedade de adequação atinge os oito estados que receberão partidas e cerca de 174 municípios de suas regiões metropolitanas ou áreas de influência direta. Nessas localidades, os calendários precisam ser ajustados para que o recesso do primeiro semestre coincida com a competição. Já as redes de ensino localizadas em municípios que não sofrerão impacto direto possuem autonomia para decidir se também irão adaptar suas férias.
Por que as aulas serão interrompidas
A alteração está relacionada ao impacto que um evento esportivo desse porte pode provocar nas cidades que receberão partidas. A competição terá 64 jogos, com 32 seleções participantes, e será realizada pela primeira vez na América do Sul.
Por esse motivo, a legislação federal determinou que os sistemas de ensino ajustem o calendário para que as férias decorrentes do encerramento do primeiro semestre de 2027 cubram o período completo entre a abertura e o encerramento da Copa.
A intenção é evitar que estudantes e profissionais da educação precisem conciliar as atividades escolares com a movimentação provocada pelos jogos. O planejamento também considera questões como deslocamento dentro das cidades e possíveis alterações no trânsito durante a competição.
Os 200 dias de aula continuam obrigatórios
Mesmo com a mudança provocada pela Copa, as escolas não poderão deixar de cumprir as exigências estabelecidas pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).
O parecer do CNE deixa claro que a reorganização do calendário não elimina a necessidade de cumprir os 200 dias letivos e a carga horária mínima anual. Dessa forma, os dias que deixarem de ter aulas durante o período do Mundial precisam ser considerados na elaboração do restante do calendário.
A regra vale para escolas públicas e privadas
Outro ponto importante é que a determinação não se restringe às redes públicas. A Lei nº 15.421/2026 estabelece que os sistemas de ensino público e privado devem adequar os calendários escolares para que as férias do primeiro semestre de 2027 abranjam o período da Copa do Mundo Feminina. O parecer posteriormente homologado pelo MEC detalhou como essa orientação deve ser aplicada.
Por isso, escolas particulares localizadas nas regiões diretamente afetadas também precisam considerar a regra ao elaborar o calendário de 2027.









