Enquanto brasileiros votam pela urna eletrônica, outros países escolheram caminhos diferentes para modernizar as eleições, e levantamento mostra onde a tecnologia também está presente
Um levantamento do Instituto Internacional para a Democracia e Assistência Eleitoral mapeou 178 países.

Um levantamento do Instituto Internacional para a Democracia e Assistência Eleitoral mapeou 178 países e identificou que ao menos 34 deles já adotaram, em algum momento, algum tipo de votação eletrônica em suas eleições. O número desmente uma ideia que circula bastante nas redes sociais, segundo a qual só Brasil, Venezuela e Cuba recorreriam a esse tipo de sistema.
Cuba, na verdade, nem figura nessa relação. Já a Venezuela integra a lista, junto com nomes como Estados Unidos, França e Índia, ainda que cada um desses países tenha seguido um caminho tecnológico próprio para digitalizar sua votação.
Com sede em Estocolmo, o instituto revisa os dados com frequência, já que as regras eleitorais de muitos desses países se alteram de um pleito para o seguinte.
17 nações adotam urnas de gravação direta
Dos 34 países que recorrem à votação eletrônica, 17 escolheram equipamentos de gravação direta, modelo em que o eleitor registra sua escolha sem passar por nenhuma etapa em papel. O Brasil está nesse grupo, junto com Índia, Peru, México e França, mas as máquinas usadas em cada lugar carregam particularidades próprias.
No Brasil, o eleitor digita números para indicar os candidatos, enquanto na Índia as máquinas priorizam os símbolos dos partidos, formato que leva em conta a diversidade de línguas faladas no país e os distintos graus de alfabetização entre os eleitores. Nem todos, porém, adotam o sistema em todo o território.
Nos Estados Unidos, não há um padrão único: a tecnologia varia entre Estados e até condados. Muitas localidades mantêm o voto em papel, que máquinas ópticas leem depois. A França e outros países também usam urnas digitais apenas em parte do território, enquanto mantêm sistemas híbridos em outras regiões.
Comprovante em papel separa os modelos globais
A emissão de recibo impresso marca outra divisão importante entre os sistemas de votação. No Paraguai, a urna gera um comprovante de cada escolha, que o eleitor visualiza. O papel permanece lacrado em um compartimento, disponível para futuras auditorias ou recontagens, mas nunca é levado pelo cidadão. O Brasil, ao contrário, adota gravação eletrônica sem emitir recibo.









