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Ela chegou aos 82 anos sem conseguir fazer uma atividade comum, mas decidiu mudar a rotina e hoje conta como conseguiu recuperar algo que parecia perdido

Christine Tan, de 82 anos, viveu um período em que não conseguia nem segurar uma xícara de chá. Um osso quebrado no pulso em 2025 tirou dela tarefas…


Por Bernardo Teixeira

03/10/2026 às 17h05

Ela chegou aos 82 anos sem conseguir fazer uma atividade comum, mas decidiu mudar a rotina e hoje conta como conseguiu recuperar algo que parecia perdido
Imagem gerada por inteligência artificial

Christine Tan, de 82 anos, viveu um período em que não conseguia nem segurar uma xícara de chá. Um osso quebrado no pulso em 2025 tirou dela tarefas básicas do cotidiano, e a recuperação parecia distante. A idosa mora sozinha e precisou reaprender a fazer compras, carregar sacolas e dirigir o próprio carro.

Em depoimento publicado pelo veículo britânico My London em 13 de setembro, Tan relembrou o momento em que temeu nunca mais ter autonomia.

O acidente que mudou tudo

Logo após a fratura, qualquer esforço com a mão machucada parecia impossível. Tan chegou a pensar que ficaria incapacitada para sempre, sem força ou energia para tarefas simples.

Os primeiros movimentos de reabilitação começaram devagar, com pesos leves. Segundo relatou, no início ela não conseguia levantar nem 1 kg, muito menos algo tão corriqueiro quanto uma xícara.

Um programa de reforço muscular

A virada veio quando ela começou a participar do Lift for Life, programa de exercícios de resistência oferecido pelo Guy’s and St Thomas’ Hospital, em Londres. O projeto ajuda pessoas mais velhas a recuperar força e equilíbrio. Depois de 10 sessões semanais no hospital, os participantes são incentivados a continuar os exercícios em casa ou em uma academia local.

Em menos de três meses de treinos regulares, a evolução ficou evidente. Ao fim das 10 semanas de aulas, Tan já conseguia aumentar a carga aos poucos e notava progresso a cada visita.

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Foto: Guy’s and St Thomas’ NHS Foundation Trust

Rotina ativa depois da recuperação

Hoje, a aposentada frequenta a academia cerca de quatro vezes por semana. Ela alterna diferentes tipos de aula e busca caminhar dez mil passos por dia. Tan reforça que o movimento faz diferença nessa fase da vida.

O fisioterapeuta James Cameron, criador do Lift for Life, disse que é gratificante acompanhar histórias como a de Tan. Segundo ele, ver crescer o entusiasmo dos participantes, com o apoio da equipe do hospital, é uma das partes mais recompensadoras do trabalho.

Cameron disse que a equipe busca formas de inovar e melhorar a satisfação dos participantes. Para Tan, o resultado prático é conseguir carregar sozinha as próprias sacolas de compras novamente.