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Ela bebeu água de um riacho e começou a ter sintomas estranhos, mas só depois de uma semana médicos descobriram animal de 8 cm “morando” em sua garganta

Menina havia participado de um piquenique em família perto de um riacho e bebeu água não tratada.


Por Clyverton Silva

24/09/2026 às 13h07

Ela bebeu água de um riacho e começou a ter sintomas estranhos, mas só depois de uma semana médicos descobriram animal de 8 cm “morando” em sua garganta
Foto ilustrativa: Stéf -b./Pexels

Um caso no Afeganistão chamou atenção por causa de uma sanguessuga de 8 centímetros alojada na garganta de uma menina de 12 anos. Ela havia participado de um piquenique em família perto de um riacho e bebeu água não tratada diretamente da fonte, deitada de bruços.

Nos dias seguintes, sentiu irritação na garganta. Em uma semana, os sintomas evoluíram para dificuldade de engolir, sangramentos nasais frequentes e tosse. Quando chegou ao hospital, os médicos encontraram o animal vivo e preso à garganta.

O relato foi publicado na revista Clinical Case Reports por médicos da Universidade de Herat e da Universidade Jami. A sanguessuga foi removida com uma pinça médica. Exames posteriores mostraram que não restaram fragmentos nem sangramento ativo no local. A menina, no entanto, apresentou leve anemia e precisou de tratamento com ferro.

Crianças são especialmente vulneráveis

Os autores destacaram que crianças são especialmente vulneráveis. Segundo o texto, elas são mais propensas a ingerir água contaminada, e o menor diâmetro das vias aéreas aumenta o risco de obstrução e perda sanguínea significativa.

A saliva da sanguessuga contém anticoagulantes e dilatadores de vasos, como a hirudina, que podem manter o sangramento mesmo em um pequeno ponto de fixação. O efeito, combinado com a possibilidade de o animal se estender até as vias aéreas, pode levar a sangramento persistente e anemia grave.

Outros casos já foram documentados. Uma sanguessuga de 11 centímetros foi retirada da orofaringe de uma menina de 5 anos no ano passado, após causar anemia grave e insuficiência cardíaca, exigindo transfusões de sangue. Um bebê de 6 meses na Etiópia teve um animal de 2,5 centímetros removido da garganta.