Durante dois meses, homem comprava mercadorias e mostrava comprovantes de Pix que pareciam verdadeiros, mas empresa só percebeu o golpe depois de perder R$ 64,5 mil
Suspeito foi preso em flagrante na segunda tentativa de aplicar o golpe, na terça-feira seguinte ao descobrimento da fraude.

Um homem foi preso por aplicar golpes durante dois meses em uma empresa de pescados no Rio de Janeiro com comprovantes falsificados de Pix. Mateus de Souza de Jesus fez 42 compras na Costeira Comércio e Transporte de Pescados, localizada na Cesa, e apresentou documentos que indicavam transferências bancárias válidas. O prejuízo foi de R$ 64.580,00.
A empresa só identificou o esquema no dia 28 de setembro, quando percebeu que os valores das compras nunca haviam sido creditados em sua conta, embora os comprovantes indicassem que as transações haviam sido concluídas.
Como o golpe funcionava
A partir de 30 de julho, Mateus retornava regularmente à empresa, adquiria mercadorias e, no momento do pagamento, apresentava comprovantes falsificados de Pix. Os documentos pareciam legítimos e enganavam vendedores e funcionários, que registravam as transações sem conferir o extrato bancário.
O padrão continuou por semanas, e nenhuma conferência posterior foi feita entre os comprovantes e as contas reais da empresa, permitindo que a fraude se repetisse inúmeras vezes antes de ser detectada.

Flagrante na segunda tentativa
Mateus retornou à Costeira nesta terça-feira (29 de setembro) para fazer uma nova compra e apresentou outro comprovante de Pix falso. Desta vez, policiais da 39ª Delegacia de Polícia (Pavuna) já o aguardavam no local, alertados pela empresa sobre as fraudes anteriores. Ele foi abordado e preso em flagrante por estelionato e ficou à disposição da Justiça.









