Dona de Corona e Stella Artois percebe que consumidor está bebendo menos e aposta em cerveja com proteína para reagir nas vendas
A estratégia responde a um cenário de consumo em transformação.

As bebidas energéticas podem acrescentar 25 bilhões de dólares ao mercado potencial da Anheuser-Busch InBev. É o que afirmaram executivos da companhia durante evento do mercado de capitais. A maior cervejaria do mundo quer ampliar a receita com produtos que não são cerveja, como coquetéis enlatados e energéticos. Também planeja lançar embalagens menores e versões com adição de proteína ou eletrólitos.
A estratégia responde a um cenário de consumo em transformação. Há mudanças nos hábitos de ingestão de álcool, pressão sobre a renda das famílias e uma tendência crescente de saúde e bem-estar. Cervejarias como a AB InBev, dona de marcas como Corona e Stella Artois, enfrentam dificuldades para ampliar o volume de vendas e reverter a demanda fraca em mercados importantes, como os Estados Unidos.
Estratégia nos Estados Unidos
Nos EUA, a empresa já avança em categorias além da cerveja. Um dos exemplos é a Cutwater, marca líder em vendas de coquetéis enlatados. A companhia também atua com bebidas energéticas. Os executivos afirmaram que a atuação nessas áreas será ampliada ainda mais.
A companhia busca estimular o consumo de cerveja e, ao mesmo tempo, aumentar a receita proveniente de produtos não cervejeiros. A ideia é diversificar o portfólio para reduzir a dependência do mercado tradicional de cerveja, que enfrenta oscilações de demanda.
Com as novas embalagens menores, a empresa espera atrair consumidores que buscam porções reduzidas. Já as versões com proteína ou eletrólitos miram o público que associa bebida a hábitos de saúde e atividade física.









