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Doença chega a 40 casos em uma das maiores regiões do Brasil, preocupa autoridades e governo alerta população sobre vacina

Equipes de vigilância fazem busca ativa de casos entre pessoas diagnosticadas e seus contatos.


Por Clyverton Silva

01/10/2026 às 14h08

Doença chega a 40 casos em uma das maiores regiões do Brasil, preocupa autoridades e governo alerta população sobre vacina
Foto ilustrativa: RDNE Stock project/Pexels

O total de casos de sarampo confirmados neste ano no estado de São Paulo chegou a 40. Três deles são recentes e foram identificados na capital paulista: um homem de 18 anos, outro de 21 e um bebê. Segundo o Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo (CVE-SP), esses pacientes integram cadeias de contágio que já vêm sendo acompanhadas há mais de três meses.

Ao mapear o caminho do vírus entre infectados e seus contatos, a vigilância tem observado um enfraquecimento gradual da transmissão ligada aos casos já identificados. Em Guarulhos e São Bernardo, as autoridades avaliam que a disseminação decorrente dos casos já registrados pode ter sido interrompida.

Monitoramento e contenção da transmissão

As equipes de vigilância fazem busca ativa de casos entre pessoas diagnosticadas e seus contatos. A vacinação de bloqueio está entre as primeiras ações para conter a propagação do vírus, informou o governo.

Para confirmar o encerramento de uma cadeia de transmissão, as autoridades aguardam um período de 90 dias ou 12 semanas sem novos registros. Guarulhos e São Bernardo do Campo estão próximos de alcançar esse marco, embora o rastreamento continue em ambas as cidades. Até o momento, mais de 1.700 notificações suspeitas foram descartadas no estado.

Quem foi infectado

Dos 40 casos confirmados, 30 ocorreram em pessoas sem vacinação contra o sarampo ou com o esquema incompleto. Os casos se distribuem por 36 na capital paulista, dois em São Bernardo do Campo, um em Guarulhos e um em Santo André.

Nenhuma morte foi registrada pela doença este ano. As autoridades se preocupam com o fato de 60% dos casos envolverem crianças menores de 2 anos, grupo mais vulnerável ao vírus. O dado reforça a necessidade de informar sobre a “dose zero” de vacinação, aplicada nos municípios onde há casos.