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Dívida de R$ 1 mil no cartão não pode mais virar R$ 3 mil, mesmo se o banco continuar cobrando juros

Legislação impacta o cenário das dívidas de cartão de crédito no Brasil.


Por Clyverton Silva

28/08/2026 às 18h07

Dívida de R$ 1 mil no cartão não pode mais virar R$ 3 mil, mesmo se o banco continuar cobrando juros
Foto ilustrativa: Anna Tarazevich/Pexels

A legislação impacta o cenário das dívidas de cartão de crédito no Brasil. Desde janeiro de 2024, uma norma determina que os juros no crédito rotativo e no parcelamento de faturas não podem exceder 100% do valor inicial da dívida. Assim, se você gastar R$ 1.000, sua dívida máxima permitida será de R$ 2.000.

A medida foi promulgada pelo Congresso Nacional e visa proteger consumidores contra taxas excessivas. Essa limitação ocorre após o aumento das queixas sobre dívidas se multiplicarem rapidamente devido a juros abusivos.

Impacto das novas regras

Essa mudança responde a demandas antigas dos consumidores por uma regulação mais justa. Antes da legislação, não havia limites claros, e as dívidas podiam crescer exponencialmente.

Agora, as novas diretrizes criam um teto, oferecendo segurança financeira e evitando que as dívidas saiam do controle.

Contudo, implementar essa norma enfrenta desafios práticos. Ao identificar cobranças superiores ao permitido, é possível exigir revisões e reembolsos, amparados pelo Código de Defesa do Consumidor.

Direito do consumidor em foco

É essencial que os consumidores mantenham registros das faturas para se proteger. A documentação pode ser utilizada em disputas. Ao identificar cobranças abusivas, consultar um advogado pode ajudar. O Código de Defesa do Consumidor proíbe práticas que resultem em prejuízo financeiro desproporcional.

Essa adaptação busca eliminar práticas prejudiciais e promover maior clareza para os clientes. A observância das novas regras até o momento demonstra esforços para evitar retornos a práticas antigas de endividamento excessivo.