Desenrola Brasil chega ao fim e governo anuncia péssima notícia para brasileiros endividados

No dia 31 de agosto, o presidente da Mesa do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP) formalizou o fim do Desenrola Brasil e, assim, o governo anúnciou uma péssima notícia para os brasileiros endividados: eles não terão mais a oportunidade, pelo menos por um período, de negociar suas dívidas por meio do programa e conseguir descontos de até 90%.
O encerramento está relacionado ao prazo de funcionamento da nova etapa do programa, criada em 2026 para ampliar as possibilidades de renegociação de débitos. A iniciativa buscou atender famílias, estudantes, micro e pequenas empresas e produtores rurais, com condições diferentes conforme o tipo da dívida e o perfil do beneficiário.
O que era o Desenrola Brasil
O Desenrola Brasil foi criado pelo governo federal para facilitar a renegociação de dívidas e permitir que pessoas inadimplentes voltassem a ter acesso ao crédito em condições mais favoráveis.
A primeira versão do programa começou em 2023 e passou por diferentes etapas. Naquele momento, milhões de brasileiros puderam negociar débitos com descontos e condições de pagamento definidas pelas instituições participantes.
Em 2026, o governo lançou uma nova fase, chamada de Novo Desenrola Brasil ou Desenrola 2.0. A proposta ampliou o público atendido e passou a contemplar situações que não estavam incluídas na primeira edição.
Desenrola 2.0 tinha regras diferentes
A nova versão foi estruturada em diferentes frentes. Para as famílias, por exemplo, o programa permitia renegociar determinadas dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal que estivessem dentro dos critérios estabelecidos.
Podiam participar pessoas com renda mensal de até cinco salários mínimos, desde que os débitos tivessem sido contratados até 31 de janeiro de 2026 e apresentassem entre 90 e 720 dias de atraso.
O programa também estabelecia limites para as operações. O novo crédito poderia ter juros de até 1,99% ao mês, prazo de até 48 meses e valor máximo de R$ 15 mil por pessoa e por instituição financeira.
Descontos poderiam chegar a 90%
Uma das principais vantagens para os devedores estava justamente na possibilidade de reduzir o valor das dívidas.
Dependendo do tipo de débito e do período de atraso, as instituições financeiras participantes poderiam oferecer descontos que chegavam a 90%. Isso não significava, porém, que todos os brasileiros endividados receberiam automaticamente esse abatimento.
O percentual dependia das características da dívida e das condições oferecidas dentro do programa. Por isso, duas pessoas com débitos diferentes poderiam encontrar propostas de renegociação bastante distintas.
A lógica era reduzir o custo da dívida e permitir que o consumidor substituísse um débito mais caro por uma operação com condições mais previsíveis.









