Depois de conquistar a Copa do Mundo e fazer carreira no Real Madrid, craque brasileiro revela que perdeu 99% de tudo o que ganhou no futebol após problemas com empresários e familiares
Roberto Carlos, um dos maiores laterais da história do futebol, afirma hoje ter ficado praticamente sem recursos após encerrar a carreira nos gramados.…

Roberto Carlos, um dos maiores laterais da história do futebol, afirma hoje ter ficado praticamente sem recursos após encerrar a carreira nos gramados. Durante sua participação no Portugal Football Summit, o ex-jogador afirmou ter restado apenas uma pequena parcela de todo o dinheiro conquistado ao longo da carreira.
Ele atribuiu boa parte do prejuízo à má gestão feita por empresários e familiares próximos, que teriam comprometido os ganhos obtidos em uma trajetória vencedora, na qual o título mundial de 2002 é um dos pontos altos. As declarações foram feitas em um painel sobre planejamento para o período pós-carreira, discussão que contou com a presença de outros ex-jogadores brasileiros no evento realizado em Portugal.
“Tudo o que sofri enquanto joguei deixou minha conta praticamente zerada. Perdi 99% do que ganhei e, depois, consegui reestruturar minha vida. O que fizeram comigo é o que eu quero fazer com os outros”, afirmou Roberto Carlos.

Um alerta construído a partir de erros próprios
Administrar mal quem cuida do dinheiro foi, segundo Roberto Carlos, a origem de boa parte de seus problemas. Ele relacionou as perdas a decisões tomadas por pessoas de confiança, tanto no círculo profissional quanto familiar, e afirmou que reconstruiu a vida financeira depois desse período.
Repetir os próprios erros é justamente o que o ex-lateral disse não desejar para a nova geração de jogadores. Orientação especializada, na visão dele, teria evitado boa parte das dificuldades que enfrentou fora dos gramados.
“Eu tive problemas com empresários e com a família. Perdi toda a minha história. Não cometam os mesmos erros que eu cometi. Se eu tivesse tido esse acompanhamento, não teria passado por nenhum desses problemas”, destacou.

Outro nome da seleção com histórico parecido
Um problema semelhante marcou a trajetória de Júlio César, ex-goleiro que também esteve no Portugal Football Summit. O ex-jogador, que defendeu a Inter de Milão entre outros clubes, relatou ter sido enganado por um ex-empresário em 2012, episódio que atribuiu à falta de conhecimento sobre gestão financeira na época.
Cursos e o aperfeiçoamento do inglês foram formas encontradas por ele para se preparar para a vida após pendurar as luvas. Na avaliação do ex-goleiro, o acompanhamento de um atleta precisa envolver mais do que apenas o aspecto esportivo.
“Quando já estava perto de pendurar as luvas, fiz cursos e aperfeiçoei meu inglês. Também tive um problema com um ex-empresário, que me enganou em 2012, por confiança e falta de conhecimento. Por isso, é necessário esse acompanhamento completo.
É preciso ter educação financeira e emocional para administrar o dinheiro conquistado no auge da carreira, período em que surgem oportunidades de fechar bons contratos e ganhar bastante. E estamos falando de uma minoria, daqueles que podem viver com o dinheiro que ganharam durante a carreira, sem precisar trabalhar”, disse o ex-goleiro.

Vida financeira após a reconstrução
Hoje, calcula-se que o patrimônio de Roberto Carlos varie entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão, valor construído ao longo dos anos com o que recebeu como jogador, contratos publicitários, aplicações financeiras e os cargos de embaixador da Fifa e diretor de relações institucionais do Real Madrid.
Uma nova frente de negócios também integra sua trajetória recente: o ex-lateral faz parte do grupo que comprou 80% da SAF da Inter de Limeira. Fazem parte dessa mesma sociedade o ex-atacante Ronaldo e Abdullah bin Saad bin Abdulaziz Al Saud, príncipe saudita. O episódio relatado em Portugal reforça como a recuperação financeira aconteceu paralelamente à entrada em novos projetos dentro e fora do futebol.








