Dentista explica por que passar o fio dental rapidamente entre os dentes não é suficiente e ensina técnica que remove a placa e ajuda a prevenir o mau hálito
Passar o fio depressa e sem cuidado pelos espaços entre os dentes é um dos erros mais comuns na rotina de higiene bucal, segundo o dentista Gustavo…

Passar o fio depressa e sem cuidado pelos espaços entre os dentes é um dos erros mais comuns na rotina de higiene bucal, segundo o dentista Gustavo Delmondes. Em entrevista à coluna Claudia Meireles, do Metrópoles, ele detalhou o método correto para eliminar resíduos e evitar problemas como o mau hálito.
A escovação sozinha não remove a sujeira acumulada nas laterais das arcadas, onde o fio dental consegue alcançar. Sem esse complemento diário, a placa bacteriana se acumula, favorece cáries e inflamações na gengiva e pode levar, com o tempo, a problemas mais graves de saúde bucal.
Como fazer o movimento correto
Delmondes recomenda usar um pedaço de cerca de 40 centímetros de fio, enrolando as pontas nos dedos e deixando um trecho livre para trabalhar entre cada dente. A introdução precisa ser delicada, sem força excessiva, já que movimentos bruscos machucam o tecido gengival em vez de limpar.
O formato em C garante o contorno completo de cada dente durante a limpeza. Segundo o dentista, o fio deve envolver a superfície lateral e deslizar suavemente para cima. E para baixo, descendo levemente até a margem da gengiva antes de avançar para o próximo espaço com um trecho limpo.

O erro de usar força demais
Além da pressa, outro deslize frequente é aplicar força excessiva durante a limpeza. Para o dentista, o objetivo não é apenas desalojar pedaços de comida, mas raspar a película bacteriana que se forma sobre o esmalte, e isso exige delicadeza, não intensidade.
A orientação do profissional é usar o fio todos os dias e com técnica, não de forma esporádica. Sobre o momento ideal, ele considera que usar o fio antes de escovar os dentes aprofunda a limpeza, porque solta os resíduos que a escova remove em seguida.
O dentista recomenda fazer a higiene interdental pelo menos uma vez ao dia, de preferência à noite.
Consequências de pular a etapa
Negligenciar essa etapa da higiene vai muito além do hálito desagradável. O acúmulo constante de placa entre os dentes favorece cáries nas regiões de contato e gengivite, que pode evoluir, sem tratamento, para a doença periodontal.
Em estágios avançados, o dentista alerta que o comprometimento da estrutura de sustentação dos dentes pode causar mobilidade dentária e, em situações extremas, levar à perda de um dente. A técnica correta, feita todos os dias, ajuda a evitar a perda dentária.










