Da comandante à equipe de bordo, 16 mulheres conduzem navio de R$ 450 milhões em viagem de Santa Catarina ao Rio

Uma embarcação construída em Santa Catarina chamou atenção antes mesmo de começar a atuar nas operações da Petrobras. O Starnav Elektra, navio que recebeu investimento de R$ 450 milhões, realizou a viagem entre Itajaí, em Santa Catarina, e o Rio de Janeiro com uma tripulação formada exclusivamente por mulheres. Ao todo, 16 profissionais participaram da travessia, lideradas pela comandante Isabela Teixeira Ponce de Leon.
Navio foi construído em Itajaí
O Starnav Elektra foi construído no Estaleiro Detroit, em Itajaí, no litoral de Santa Catarina. Depois de concluída a construção, a embarcação seguiu para o Rio de Janeiro, onde foi realizado o batismo oficial no Píer Mauá.
A embarcação é a primeira entrega do Programa Mar Aberto, iniciativa criada pela Petrobras para renovar e ampliar a frota utilizada em suas operações. Depois da etapa de apresentação no Rio, o navio seguirá para atividades de apoio às plataformas das bacias petrolíferas brasileiras.
O valor investido na construção chegou a R$ 450 milhões. O Starnav Elektra é também o primeiro navio afretado dentro do Programa Mar Aberto, marcando o início de uma nova etapa do projeto de renovação da frota.
Viagem teve 16 mulheres na tripulação
A característica mais incomum da viagem inaugural foi a composição da equipe. Todas as 16 pessoas que integraram a tripulação eram mulheres, incluindo a comandante responsável pela condução da embarcação.
Isabela Teixeira Ponce de Leon esteve à frente da equipe durante o deslocamento entre Santa Catarina e o Rio de Janeiro. A formação exclusivamente feminina tornou a travessia um marco dentro do programa de renovação da frota da Petrobras.
A iniciativa também chama atenção para a presença feminina em diferentes funções da atividade marítima. Nesse caso, não se tratava apenas de uma profissional ocupando a posição de comando: toda a equipe responsável pela viagem era composta por mulheres.
Embarcação vai atuar nas plataformas de petróleo
Depois da chegada ao Rio de Janeiro, o Starnav Elektra passou a integrar a estrutura destinada às operações marítimas da Petrobras. O navio será utilizado no apoio às plataformas localizadas nas bacias petrolíferas brasileiras.
Esse tipo de embarcação pertence à categoria dos PSV, sigla em inglês para Platform Supply Vessel. São navios empregados no transporte de materiais, equipamentos e outros recursos necessários ao funcionamento das instalações offshore.
O novo modelo faz parte de uma estratégia mais ampla de renovação da frota. A Petrobras informou que, até o fim de 2026, possui 48 barcos contratados e que a previsão é chegar a 96 embarcações entregues até 2027, incluindo barcaças e empurradores.
Navio incorpora tecnologias voltadas à eficiência
O Starnav Elektra também foi desenvolvido com recursos destinados a reduzir o consumo de combustível e as emissões durante as operações.
Entre as tecnologias previstas nos novos PSV estão bancos de baterias, sistemas de monitoramento do consumo por telemetria e possibilidade de utilização parcial de combustível renovável no futuro. A embarcação também conta com soluções de pintura e sistemas anti-incrustação desenvolvidos para melhorar a eficiência operacional.
Esses sistemas fazem parte de uma estratégia que combina a renovação da frota com mudanças na eficiência energética. A proposta é utilizar embarcações mais modernas nas atividades de apoio às operações offshore, reduzindo determinados custos operacionais e o consumo de combustível.
Programa Mar Aberto amplia a frota
O Starnav Elektra é apenas o primeiro resultado de um programa que prevê novas embarcações para a Petrobras. A iniciativa foi criada para substituir parte da frota e aumentar a capacidade disponível para as operações marítimas.
A companhia afirma que os investimentos na indústria naval e offshore também movimentam fornecedores e estaleiros brasileiros. Durante o batismo do Starnav Elektra, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, destacou a relação entre a renovação da frota e a geração de oportunidades para o setor naval.
A construção em Itajaí também coloca Santa Catarina dentro dessa cadeia de produção. Depois de deixar o estaleiro, o navio realizou a travessia até o Rio de Janeiro com a equipe feminina que ficou responsável pela viagem.









