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China e EUA testam máquinas capazes de perseguir, agarrar e até soltar lasers no espaço

Um episódio recente no Espaço acendeu alertas entre as potências militares. Confira detalhes.


Por Clyverton Silva

05/09/2026 às 02h59

China e EUA testam máquinas capazes de perseguir, agarrar e até soltar lasers no espaço
O presidente chinês, Xi Jinping, com o presidente norte-americano, Donald Trump (Foto: Xinhua/Huang Jingwen)

Um episódio recente no Espaço acendeu alertas entre as potências militares. Autoridades dos Estados Unidos detectaram a movimentação de um satélite chinês que lançou um pequeno objeto em órbita, em uma região ocupada por outros equipamentos comerciais e militares.

A manobra, observada a centenas de quilômetros da Terra, envolveu o deslocamento do objeto ao redor de outro satélite chinês antes de seu retorno à nave-mãe. A finalidade da operação permanece desconhecida, conforme informações da agência Reuters.

Corrida tecnológica

O caso ilustra a crescente corrida tecnológica no setor espacial, que já não se restringe a comunicação e navegação. Estados Unidos e China investem pesadamente em sistemas com potencial ofensivo, preparando-se para cenários de combate além da atmosfera.

Os chineses desenvolvem satélites capazes de perseguir ou capturar outras aeronaves, além de mecanismos de reabastecimento em órbita.

Os americanos, com apoio do Reino Unido, realizaram sua primeira operação militar conjunta no Espaço para monitorar um suposto satélite-espião chinês. Em julho, o general Chance Saltzman, da Força Espacial dos EUA, classificou a China como uma ameaça substancial e destacou a rapidez com que o país avança nessa área.

Novas armas

A Reuters aponta que os satélites estão se tornando armas em si mesmos. Podem ser usados para interferência, captura ou ataques diretos, incluindo disparos de laser contra alvos inimigos.

O Espaço se torna cada vez mais disputado. A Starlink já opera cerca de 11 mil satélites e planeja construir centros de dados de Inteligência Artificial fora da Terra. A China corre atrás para criar redes concorrentes.