CBF confirma mudança e clubes brasileiros só poderão ter 5 jogadores estrangeiros no elenco

Uma decisão tomada nesta segunda-feira (21), no Rio de Janeiro, promete alterar o planejamento dos clubes brasileiros nos próximos anos. Representantes das Séries A e B aprovaram novas regras para a utilização de atletas e a inscrição de jogadores no Campeonato Brasileiro. As medidas serão implementadas gradualmente, com o objetivo de ampliar o espaço para jovens formados no país sem prejudicar contratos que já estão em vigor.
Limite de estrangeiros cairá para cinco até 2030
Os clubes aprovaram a proposta da CBF para reduzir de nove para cinco o número máximo de estrangeiros relacionados por partida. A mudança não será imediata: em 2027, o limite cairá para oito jogadores e continuará diminuindo até chegar a cinco em 2030. A regra trata dos atletas que podem ser relacionados para cada jogo, e não de uma proibição de manter mais de cinco estrangeiros sob contrato no elenco.
Bahia e Flamengo votaram contra a proposta. A implementação gradual foi escolhida para permitir que as equipes se adaptem às novas exigências, especialmente porque muitas possuem contratos de longa duração com jogadores de outros países. A CBF considera que o aumento da presença de estrangeiros mais experientes reduziu as oportunidades para atletas brasileiros em formação.
Brasileirão também terá novas regras de inscrição
Outra medida aprovada envolve a composição dos elencos inscritos na competição. A partir de 2027, cada clube poderá inscrever 50 jogadores, sendo pelo menos 20 com até 23 anos. A proporção também mudará gradualmente: em 2030, serão 25 vagas para atletas de idade livre e outras 25 destinadas aos mais jovens.
A entidade utilizou dados sobre a participação dos jogadores para justificar as alterações. A média de idade no Brasileirão é de 28,5 anos, acima dos números apresentados para os campeonatos da Espanha, França e Itália. Segundo a avaliação da CBF, a redução do tempo de jogo dos jovens brasileiros pode prejudicar seu desenvolvimento. Com as novas regras, a intenção é estimular os clubes a utilizar mais atletas da base, mantendo um período de adaptação até 2030.









