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Café ficou mais barato nos supermercados, mas enquanto isso, outros 3 alimentos que brasileiros não costumam deixar faltar em casa dispararam de preço

O café moído ficou mais barato, mas a queda não foi suficiente para impedir que a conta pesasse no fim do mês.


Por Clyverton Silva

25/09/2026 às 13h09

Café ficou mais barato nos supermercados, mas enquanto isso, outros 3 alimentos que brasileiros não costumam deixar faltar em casa dispararam de preço
Foto ilustrativa: Gustavo Fring/Pexels

A compra do mês ficou mais cara em setembro: tomate, arroz e carne subiram de preço nos supermercados brasileiros. O café moído ficou mais barato, mas a queda não foi suficiente para impedir que a conta pesasse no fim do mês.

Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, que mede a inflação por meio do IPCA-15. O índice ficou em 0,70% no período, depois de registrar queda de 0,40% em agosto.

No acumulado de 12 meses, a alta chega a 4,47%, acima dos 4,24% apurados nos 12 meses anteriores. Já no ano, o índice soma 3,82% — números que ajudam a explicar por que o carrinho de compras pesa mais nesta reta final de 2026.

Tomate, arroz e carne puxam a alta

O tomate liderou os reajustes: o preço subiu 20,76% em relação a agosto. O arroz, item que dificilmente falta na mesa dos brasileiros, subiu 2,39% no mesmo intervalo.

As carnes também subiram, com avanço de 1,30%. Fora de casa, a alta também acelerou: a variação da refeição em restaurantes passou de 0,25% em agosto para 0,38% em setembro, e o lanche subiu 0,44%.

Café, feijão e cebola recuam de preço

Enquanto três produtos essenciais ficaram mais caros, outros trouxeram algum alívio ao consumidor. O café moído caiu 1,36% no período, movimento que compensou parte da pressão vinda do tomate e das carnes.

O feijão-carioca recuou 6,33%, e a cebola teve queda de 4,41% no período. Ainda assim, a alimentação dentro de casa registrou alta de 0,38%, puxada pelos itens que mais encareceram.

A pesquisa do IBGE reúne preços coletados entre 15 de agosto e 15 de setembro de 2026 e compara os resultados com o intervalo entre 16 de julho e 14 de agosto. O levantamento abrange famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos em 11 áreas geográficas do país.