Aos 38 anos, morador de Curitiba deixa a manutenção industrial para acompanhar a filha diagnosticada com autismo e fatura R$ 612 mil fazendo algodão-doce em forma de animais
Atualmente, a marca atende cerca de 30 eventos mensais, entre festas infantis, casamentos, feiras e ações promocionais.

Em entrevista concedida ao UOL, o empreendedor Alírio Ribeiro, de 38 anos, relatou a transformação de sua trajetória profissional motivada pela paternidade. Ex-técnico de manutenção industrial por mais de 15 anos, ele decidiu abandonar o emprego formal para se dedicar integralmente à Fios de Fada, empresa de algodão-doce artístico sediada em Curitiba.
A mudança radical ocorreu após a filha Lara Vitória, atualmente com 7 anos, receber o diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista, exigindo maior presença do pai em sua rotina.
O projeto começou a ganhar forma em 2017, após Alírio e a esposa Francielle enfrentarem a perda da primeira filha, Sarah, durante o parto. Na busca por reconstrução emocional através da arte, o paranaense conheceu técnicas de modelagem em açúcar e passou mais de um ano realizando testes.
As primeiras entregas ocorreram em 2019 de forma tímida. Com a pandemia, a operação concentrou-se na venda de doces tradicionais sob encomenda, retomando as apresentações presenciais em 2021.
Marca virou um sucesso
Atualmente, a marca atende cerca de 30 eventos mensais, entre festas infantis, casamentos, feiras e ações promocionais. Além de esculturas em formatos de flores, corações, cogumelos, patinhos, passarinhos, porquinhos e chapéus, o portfólio inclui pipoca gourmet, cachorro-quente, maçã do amor e geladinho.
Em 2025, o faturamento atingiu R$ 612 mil, sem divulgação do lucro. O algodão-doce representou 60% dessa receita, gerando ticket médio de R$ 2.860 na categoria artística e R$ 1.380 no indicador geral. Como renda extra, Alírio ministra aulas online e mentorias individuais com valores de R$ 1.299 a R$ 20 mil.









