Aos 33 anos, ex-caixa de supermercado que vendia bombons na escola usa R$ 150 mil das economias para abrir empresa e cria plataforma que já movimentou mais de R$ 10 bilhões
Sistema já movimentou montantes superiores a 10 bilhões de reais em transações comerciais e atende cerca de 700 clientes de grande porte.

Em entrevista concedida ao UOL, a empresária Mônica Granzo relatou como transformou um momento de vulnerabilidade pessoal e um investimento inicial em um negócio milionário no setor de tecnologia B2B. Aos 45 anos, a executiva lidera a Smarkets, plataforma voltada à intermediação de compras entre corporações que registrou um faturamento de 13 milhões de reais no ano de 2025.
O sistema já movimentou montantes superiores a 10 bilhões de reais em transações comerciais e atende cerca de 700 clientes de grande porte, incluindo Gerdau, Itaú, Nestlé, Carrefour e Hospital Sírio-Libanês.
A trajetória até o topo do mercado corporativo começou em meio a severas dificuldades financeiras e familiares. Filha de mãe dependente química, Mônica vendia doces na escola durante a infância para auxiliar nas despesas domésticas.
Formada em ciências contábeis, acumulou experiência profissional atuando como caixa de supermercado, vendedora e recepcionista. Aos 18 anos, ingressou na área de suprimentos de um hospital no interior paulista e, mais tarde, participou da gestão de suprimentos em uma operação petrolífera em Angola, vivência que revelou as falhas e oportunidades no setor de compras.
Criação da startup
A criação da startup ocorreu em 2014, período marcado pelo nascimento de sua primeira filha e por um processo de divórcio. Mônica investiu 150 mil reais, fruto de economias acumuladas ao longo de anos de trabalho, para estruturar o negócio.
Focada na autossustentabilidade para evitar o fechamento precoce, risco que afeta mais de 70 por cento das empresas brasileiras em seus primeiros cinco anos, a empresa operou durante quatro anos com tecnologia de terceiros até alcançar lucratividade e geração de caixa.
Para acelerar a expansão e desenvolver software próprio, a fundadora trouxe um sócio especializado em tecnologia e captou 9,6 milhões de reais com fundos de investimento, obtendo aportes de entidades expressivas como o Grupo Ultra e um fundo gerido pela Microsoft. A movimentação consolidou a autonomia tecnológica e o crescimento acelerado da marca no mercado nacional.








