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Aos 33 anos, assistente administrativa aceita trabalhar em empresa sem dinheiro no caixa e com nome no Serasa, ajuda a reerguer o negócio e vira sócia de companhia que fatura R$ 23 milhões

A estratégia adotada, conforme contou, baseou-se na confiança com fornecedores e deu resultado.


Por Clyverton Silva

15/09/2026 às 11h23

Aos 33 anos, assistente administrativa aceita trabalhar em empresa sem dinheiro no caixa e com nome no Serasa, ajuda a reerguer o negócio e vira sócia de companhia que fatura R$ 23 milhões
Elissandra Candido (Foto: Divulgação)

Elissandra Candido tinha apenas o ensino médio e um curso técnico em contabilidade quando aceitou o desafio que mudaria sua trajetória profissional. Em entrevista ao UOL, ela contou que entrou na KVG Engenharia no fim de 2004 como assistente administrativa, em um momento em que a empresa, sediada em Volta Redonda, no Rio de Janeiro, não tinha dinheiro em caixa e já aparecia negativada no Serasa.

Segundo o relato que ela fez ao UOL, um dos sócios, Mauro Klippel, perguntou se ela acreditava ser possível reerguer o negócio. Ela disse que aceitou o desafio e afirmou acreditar que era possível mudar aquele quadro.

A estratégia adotada, conforme contou ao UOL, baseou-se na confiança com fornecedores e deu resultado. A empresa voltou a conquistar obras e retomou o crescimento. Três anos depois, tornou-se sócia. Em 2007, a KVG faturou 1,28 milhão de reais. Em 2025, o montante chegou a 23 milhões, crescimento de 18 vezes. Hoje, a firma tem 120 funcionários.

Crescimento

Elissandra relatou ao UOL que cresceu junto com a empresa e investiu na própria formação. Fez cursos no Sebrae, na Firjan e em outras instituições para entender melhor o negócio e a gestão.

Aos 45 anos, iniciou a graduação em recursos humanos. Neste ano, concluiu um MBA em gestão empresarial e gestão de negócios. Em suas declarações ao UOL, afirmou que está sempre em busca de melhoria contínua.

O foco da KVG é atender grandes indústrias em expansão no sul fluminense e na região metropolitana do Rio de Janeiro. A empresa foi criada em 2004, após o encerramento das atividades de outra firma do setor em que Elissandra havia trabalhado por dez anos, conforme contou ao UOL.

A nova companhia nasceu para assumir um contrato que ainda estava em andamento. Sem capital, conseguiu fechar um acordo de aproximadamente 200 mil reais. No segmento de obras industriais, porém, primeiro é preciso executar o serviço e arcar com os custos para só depois receber. A saída, segundo ela disse ao UOL, foi recorrer à confiança dos fornecedores.