Anvisa proíbe lista de produtos de beleza e limpeza comuns em farmácias e salões

Anvisa proíbe perfume, alvejante e escova dental irregulares e alerta consumidores sobre riscos à saúde.


Por Leticia Florenco

09/06/2026 às 19h30

Anvisa proíbe lista de produtos de beleza e limpeza comuns em farmácias e salões

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição imediata da fabricação, comercialização, distribuição, divulgação, importação e utilização de três produtos que vinham sendo vendidos de forma irregular no Brasil.

A medida passou a valer após publicação da Resolução RE nº 2.237 no Diário Oficial da União e surpreendeu consumidores que encontravam alguns desses itens em estabelecimentos considerados confiáveis.

A decisão evidencia o papel da fiscalização sanitária na proteção da saúde pública. Produtos utilizados no dia a dia precisam seguir normas rigorosas antes de chegar às prateleiras.

Quando isso não acontece, os riscos podem ir desde a ineficácia até danos à saúde dos usuários.

Perfume popular entra na lista de produtos proibidos

Entre os itens vetados está o Perfume Sócio Rico, produzido pela empresa Sócio Rico Empreendimentos Ltda. Segundo a Anvisa, o produto não possuía a regularização exigida para esse tipo de mercadoria.

A resolução determina a apreensão de todas as unidades encontradas no mercado e impede qualquer atividade relacionada ao item. Isso inclui fabricação, venda, propaganda, distribuição, importação e até mesmo o uso pelos consumidores.

A ausência de registro sanitário impede que o órgão tenha garantias sobre a composição, a segurança e os padrões de qualidade do produto.

Mini escova dental teve origem considerada desconhecida

Outro produto atingido pela medida foi a mini escova dental Colgate Max Fresh Wisp. De acordo com a agência, os lotes encontrados apresentavam origem desconhecida e não possuíam regularização junto ao sistema sanitário brasileiro.

Por essa razão, foi determinada a apreensão imediata de todas as unidades identificadas em circulação.

A decisão não significa necessariamente que o modelo original comercializado em outros mercados seja inadequado. O problema apontado pela Anvisa refere-se especificamente aos produtos sem comprovação de procedência e sem autorização para venda no país.

Alvejante utilizado na limpeza também foi recolhido

A lista inclui ainda o alvejante Percarbonato de Sódio 99,9%, fabricado pela ANS Indústria Ltda. O produto teve sua comercialização e utilização suspensas, além de ser alvo de recolhimento.

Saneantes, como alvejantes e produtos de limpeza, exigem avaliações específicas para garantir que não apresentem riscos aos consumidores e ao meio ambiente.

Sem a autorização adequada, não há garantias sobre sua composição química e segurança.

O que levou à proibição dos produtos

Segundo a Anvisa, os três itens apresentavam irregularidades semelhantes: eram fabricados e comercializados sem o devido registro sanitário e por empresas sem autorização específica para atuar nesse segmento.

A legislação brasileira exige que fabricantes obtenham autorização de funcionamento e cumpram uma série de requisitos técnicos antes de colocar cosméticos, perfumes, produtos de higiene e saneantes à disposição do público.

Essas exigências existem para assegurar que os itens sejam produzidos em condições adequadas e submetidos aos controles de qualidade necessários.

Quais atividades ficam proibidas

A resolução é abrangente e determina a interrupção imediata de diversas etapas da cadeia comercial dos produtos. Entre elas estão:

  • Fabricação;
  • Comercialização;
  • Distribuição;
  • Divulgação e propaganda;
  • Importação;
  • Armazenamento para venda;
  • Utilização pelos consumidores;
  • Exposição em estabelecimentos comerciais.

O descumprimento das determinações pode gerar sanções administrativas, multas e outras penalidades previstas na legislação sanitária.

O que os consumidores devem fazer

A orientação da Anvisa é clara: quem possuir qualquer um dos produtos atingidos pela resolução deve interromper imediatamente o uso.

Além disso, consumidores que encontrarem esses itens sendo vendidos em farmácias, salões de beleza, mercados ou plataformas digitais podem comunicar o fato aos órgãos locais de vigilância sanitária.

Também é recomendável guardar notas fiscais e registrar informações sobre o local da compra, facilitando eventuais investigações.

Como identificar se um produto é regularizado

Antes de adquirir cosméticos, perfumes ou produtos de limpeza, alguns cuidados podem ajudar:

  • Verificar a presença das informações do fabricante na embalagem;
  • Conferir se há indicação de registro ou notificação junto à Anvisa quando exigido;
  • Desconfiar de preços muito abaixo dos praticados pelo mercado;
  • Comprar apenas em estabelecimentos confiáveis;
  • Evitar itens sem identificação adequada ou procedência desconhecida.

Essas medidas simples reduzem significativamente o risco de adquirir produtos irregulares.

Fiscalização constante evita riscos maiores

Casos como esse demonstram que a atuação dos órgãos reguladores vai além da simples burocracia. A fiscalização contínua busca impedir que produtos potencialmente inseguros cheguem aos consumidores.

Embora a retirada de itens do mercado possa causar surpresa, ela representa uma ação preventiva importante para preservar a saúde coletiva e garantir que apenas produtos que atendam às exigências legais permaneçam disponíveis para a população.

Alerta para comerciantes e profissionais da área da beleza

Farmácias, salões de beleza, distribuidores e lojistas também devem redobrar a atenção ao selecionar fornecedores.

A comercialização de produtos irregulares pode gerar prejuízos financeiros, danos à reputação do estabelecimento e responsabilizações legais.

A recomendação é exigir documentação adequada dos fabricantes e verificar constantemente a situação dos produtos junto aos canais oficiais da Anvisa.