Anvisa manda tirar das prateleiras quatro bebidas proteicas e proíbe venda, fabricação e até propaganda dos produtos
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento de quatro versões do NotShake Protein, fabricado pela NotCo Brasil…

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento de quatro versões do NotShake Protein, fabricado pela NotCo Brasil Distribuição e Comércio de Produtos Alimentícios Ltda. A medida foi publicada no Diário Oficial da União na quarta-feira (16) e vale para todos os lotes dos produtos.
Além do recolhimento, a agência proibiu a fabricação, a venda, a distribuição, a propaganda e o uso das bebidas em todo o país. Os produtos eram comercializados como suplementos alimentares, mas não estavam notificados na Anvisa nessa categoria.
Quais produtos foram afetados
A determinação envolve quatro versões do NotShake Protein, independentemente do lote ou da data de validade informada na embalagem. São elas:
- NotShake Protein Morango com Tâmara;
- NotShake Protein Baunilha com Coco;
- NotShake Protein Chocolate;
- NotShake Protein Café Caramelo.
A medida preventiva consta na Resolução-RE nº 3.629, publicada pela Anvisa. O documento identifica a NotCo Brasil como empresa responsável pela fabricação dos produtos atingidos pela determinação.
Com a decisão, os estabelecimentos que ainda tiverem as bebidas disponíveis devem interromper a comercialização e providenciar o recolhimento. A proibição também impede que os produtos continuem sendo distribuídos, fabricados, divulgados ou utilizados.
Por que a Anvisa proibiu os produtos
Um dos problemas apontados pela agência é que os NotShake Protein não estavam notificados junto à Anvisa como suplementos alimentares. A regularização é necessária para que produtos enquadrados nessa categoria possam ser comercializados de acordo com as regras sanitárias brasileiras.
A Anvisa também identificou insuficiência nos estudos apresentados pela empresa para demonstrar que as características dos produtos permaneceriam adequadas durante todo o período indicado no prazo de validade. Esse tipo de avaliação é importante para verificar se o alimento mantém suas condições de segurança, composição e qualidade ao longo do tempo.
Outro ponto destacado pela agência foi a inadequação da alegação “zero lactose” presente nos produtos. Segundo a Anvisa, as informações apresentadas não eram suficientes para sustentar tecnicamente essa declaração na rotulagem.
A decisão, portanto, reúne diferentes irregularidades relacionadas à regularização dos produtos, aos estudos apresentados e às informações utilizadas nos rótulos.
NotCo diz que não havia sido notificada
Em posicionamento divulgado à Agência Brasil, a NotCo Brasil afirmou que não havia sido previamente notificada sobre o recolhimento. A empresa informou que está buscando compreender integralmente os fundamentos técnicos e regulatórios que levaram à decisão da Anvisa e que pretende colaborar com a autoridade sanitária.
A companhia também declarou manter o compromisso com a qualidade e a segurança dos alimentos, além do cumprimento das normas aplicáveis à produção e comercialização de seus produtos.
A manifestação da empresa não altera, porém, a determinação publicada pela Anvisa, que permanece válida para os quatro produtos e todos os seus lotes.
Outro produto também foi alvo de medida
No mesmo dia, a Anvisa determinou o recolhimento e proibiu a fabricação, distribuição, comercialização, propaganda e uso do Aloe Care – Cranberry Flavored Aloe Vera Gel, fabricado pela Biodis Industrial Ltda. A decisão também alcança todos os lotes do produto.
Segundo a agência, o produto contém Aloe vera destinado ao consumo oral sem avaliação prévia de segurança e autorização de uso pela Anvisa. O órgão também identificou irregularidades na rotulagem, que apresentava informações obrigatórias em língua estrangeira, além de alegações de saúde e terapêuticas não autorizadas.
A medida referente ao Aloe Care está registrada na Resolução-RE nº 3.634/2026. Assim como no caso do NotShake Protein, a determinação impede que o produto continue sendo comercializado, distribuído, fabricado, divulgado ou utilizado no país.
A Anvisa mantém uma ferramenta oficial para consulta de alertas sanitários, na qual é possível pesquisar medidas pelo nome do produto, data de publicação e número da resolução, entre outros critérios.









