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Alerta falso enviado a celulares em capitais brasileiras leva à investigação de autoridades

PF investiga ataque cibernético que enviou alertas falsos de emergência pelo sistema Defesa Civil Alerta


Por Yasmin Henrique

22/06/2026 às 16h56

Alerta falso enviado a celulares em capitais brasileiras leva à investigação de autoridades

A Polícia Federal abriu uma investigação preliminar para apurar o envio de alertas falsos de emergência por meio do sistema Defesa Civil Alerta (DCA), após um possível ataque cibernético comprometer a plataforma utilizada para comunicação oficial com a população. 

O caso envolve o uso indevido de credenciais vinculadas à Defesa Civil do Pará e o disparo de mensagens sem autorização dos órgãos responsáveis. Ao todo, dez alertas considerados falsos foram enviados entre a noite de sexta-feira e a madrugada de sábado. 

Alertas falsos

  • Classificação: Foram classificados como “Alerta Extremo”, nível destinado a situações de grande risco, mas não correspondiam a eventos reais nem seguiam os protocolos da Defesa Civil.
  • Áreas atingidas: Os comunicados chegaram a seis capitais, três estados e ao Distrito Federal, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte, Curitiba e Rio Branco.
  • Forma de envio: Do total de dez alertas, nove foram disparados pelo sistema Cell Broadcast, que envia notificações diretamente aos celulares, e um por SMS. 
  • Supostas ocorrências: Os alertas mencionavam situações como alagamentos, tornados e deslizamentos, embora nenhum dos eventos estivesse acontecendo.
  • Conteúdo das mensagens: As mensagens continham termos sem relação com emergências, como “misantropia”, “misantropo”, grafias com números substituindo letras e uma referência a um suposto “ataque alienígena” em Belo Horizonte. 
  • Sistema afetado: Os disparos ocorreram pela IDAP a partir das 23h41 e 23h45 de 19 de junho. Após o bloqueio da conta inicial, uma segunda credencial da mesma instituição foi usada na madrugada.

Investigações

Documento do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) enviado à Polícia Federal aponta que as duas contas usadas nos disparos pertenciam a usuários da Defesa Civil do Pará, mas foram utilizadas para emitir alertas fora da área autorizada. 

O caso levantou suspeitas sobre falhas nos controles de acesso da plataforma. Após o incidente, o governo retirou o sistema do ar temporariamente, bloqueou as credenciais envolvidas, restringiu termos inadequados e iniciou uma análise de segurança.