5 jogadores da Copa do Mundo são acusados de estupro em seus países
Cinco jogadores da Copa do Mundo respondem ou responderam a casos de violência sexual; entenda cada situação e a regra da FIFA.

A participação de jogadores envolvidos em investigações ou processos relacionados a crimes sexuais voltou a provocar discussões durante a Copa do Mundo.
Ao todo, cinco atletas que integram seleções nacionais respondem ou responderam a acusações de estupro ou violência sexual em diferentes países, levantando questionamentos sobre os critérios adotados pelas federações para convocação e permanência desses jogadores nas equipes.
Enquanto alguns casos seguem em investigação ou aguardam julgamento, outros foram encerrados sem condenação por falta de provas.
Apesar da repercussão, a FIFA não possui uma regra que impeça automaticamente a convocação de atletas investigados ou processados criminalmente.
Kaishu Sano
O volante Kaishu Sano, da seleção do Japão, ganhou destaque após marcar um dos gols da vitória japonesa sobre o Brasil.
Fora de campo, entretanto, seu nome já havia aparecido nas manchetes em 2024, quando foi preso sob suspeita de agressão sexual.
O processo acabou sendo encerrado sem condenação, permitindo que o jogador retomasse normalmente sua carreira. Após o fim do caso, Sano voltou a ser convocado para defender a seleção japonesa.
Junya Ito
Outro jogador do Japão citado em casos semelhantes é Junya Ito. Em 2024, duas mulheres apresentaram uma denúncia de abuso sexual contra o atleta.
As autoridades investigaram o caso, mas o procedimento foi arquivado por falta de provas suficientes para dar continuidade ao processo. Depois de ficar fora da disputa da Copa da Ásia, Ito voltou a integrar a seleção japonesa.
Ryan Mendes
O capitão da seleção de Cabo Verde, Ryan Mendes, também aparece entre os atletas envolvidos em investigações.
Ele é alvo de uma apuração policial após uma brasileira registrar denúncia de estupro durante passagem da equipe pela Nova Zelândia.
Até o momento, a polícia ainda analisa as evidências reunidas e decidirá posteriormente se apresentará denúncia formal à Justiça. O jogador nega qualquer irregularidade.
Achraf Hakimi
Um dos casos de maior repercussão internacional envolve o lateral marroquino Achraf Hakimi.
O atleta foi acusado de estupro na França em 2023. Desde o início do processo, Hakimi nega todas as acusações apresentadas pela denunciante.
O caso avançou para a Justiça francesa, onde o jogador responderá ao julgamento. Até que haja uma decisão definitiva, permanece valendo a presunção de inocência.
Thomas Partey
O meio-campista ganês Thomas Partey enfrenta a situação judicial mais complexa entre os jogadores citados. Ele responde a sete acusações relacionadas a estupro e agressão sexual no Reino Unido.
O atleta foi preso em 2025, posteriormente liberado sob fiança e segue respondendo ao processo judicial. Em razão da situação, ficou fora da estreia de Gana na Copa do Mundo.
Partey também nega todas as acusações feitas contra ele.
Qual é a posição da FIFA?
A FIFA afirma que não existe uma norma que determine a exclusão automática de jogadores investigados, denunciados ou processados criminalmente.
Segundo a entidade, a decisão sobre convocações cabe às federações nacionais de cada país, desde que o atleta não esteja cumprindo suspensão disciplinar imposta pelo futebol ou tenha impedimento determinado pela Justiça.
Na prática, isso significa que um jogador pode disputar competições internacionais enquanto responde a investigações ou ações judiciais, caso não exista restrição legal ou esportiva.
Debate entre aspectos jurídicos e esportivos
A presença desses atletas no principal torneio do futebol mundial reacende discussões sobre responsabilidade institucional, imagem do esporte e direitos individuais.
De um lado, especialistas destacam que a presunção de inocência deve ser respeitada até uma decisão definitiva da Justiça.
De outro, entidades de defesa das mulheres argumentam que federações esportivas poderiam adotar critérios mais rigorosos para preservar a imagem das competições e demonstrar compromisso no combate à violência sexual.
A discussão permanece aberta e tende a acompanhar grandes eventos esportivos sempre que jogadores envolvidos em investigações ou processos criminais continuam atuando normalmente em suas seleções.









