6 motivos que explicam por que a musculação é essencial para a saúde da mulher em todas as fases da vida

Treino de força ajuda a prevenir osteoporose, preservar massa muscular e melhorar o bem-estar físico e emocional


Por Thais Szegö, Agência Einstein

24/07/2025 às 09h24

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(Foto: Pexels)

A prática de musculação oferece importantes benefícios para a saúde das mulheres em todas as fases da vida. Entre os principais efeitos estão a prevenção da osteoporose, a preservação da massa magra, o controle da glicemia, do colesterol e da pressão arterial, além da melhora no humor, na qualidade do sono e na composição corporal. Após os 50 anos, o fortalecimento muscular torna-se ainda mais relevante, ajudando a manter a autonomia e a reduzir o risco de quedas e fraturas.

Apesar disso, ainda há receio entre algumas mulheres de que o treino com pesos possa resultar em um corpo excessivamente musculoso. No entanto, especialistas esclarecem que, devido aos baixos níveis de testosterona, esse tipo de ganho muscular expressivo é incomum no público feminino. A seguir, especialistas respondem dúvidas frequentes sobre a prática da musculação e seus impactos na saúde das mulheres.

1. A musculação deixa o corpo feminino muito musculoso?
Não. A baixa produção de testosterona nas mulheres dificulta o desenvolvimento de grandes volumes musculares. Mesmo com treinos intensos, os ganhos são limitados a um aumento saudável de massa magra, força e definição corporal, segundo a cardiologista Luciana Janot, do Hospital Israelita Albert Einstein.

2. O treino de musculação deve ser diferente para homens e mulheres?
A estrutura do treino – com sobrecarga, progressão e adaptação – é a mesma, independentemente do sexo. As diferenças aparecem nos objetivos individuais, como foco maior em membros inferiores, no caso de algumas mulheres. A orientação de um profissional de educação física é essencial para adequar o programa de acordo com o perfil e as metas de cada pessoa.

3. O treino de força oferece benefícios específicos para as mulheres?
Sim. Além da prevenção da osteoporose – especialmente relevante no climatério e na menopausa –, a musculação ajuda a manter o peso corporal, preservar a massa magra e reduzir sintomas de ansiedade, depressão e tensão pré-menstrual. Na pós-menopausa, o treino auxilia a combater a sarcopenia, condição marcada pela perda de massa e força muscular.

Contudo, os benefícios dependem de uma rotina de vida equilibrada, que inclua alimentação saudável, sono adequado, controle do estresse e abstinência de tabaco e álcool.

4. Por que a musculação é importante na menopausa?
A redução do estrogênio durante essa fase acelera a perda óssea, aumentando o risco de osteopenia e osteoporose. A musculação estimula a remodelação dos ossos, mantendo sua densidade, especialmente nas vértebras lombares, quadril e fêmur. O exercício também contribui para a manutenção da massa muscular e ajuda a conter o declínio metabólico natural dessa etapa da vida.

5. O ciclo menstrual interfere nos treinos e nos ganhos de massa?
A influência varia de mulher para mulher. Durante a menstruação, é comum haver queda de disposição. Já na fase folicular e ovulatória, quando os níveis de estrogênio aumentam, o desempenho tende a ser melhor. Na fase lútea, a fadiga pode ser mais presente devido à elevação da progesterona. Embora o impacto no ganho de massa muscular seja pequeno, ajustar o treino ao ciclo pode tornar a prática mais confortável e aderente.

6. Quais são os riscos do uso de hormônios para ganhar massa muscular?
O uso de esteroides anabolizantes pode causar efeitos adversos importantes, como alterações na voz, crescimento de pelos, acne, queda de cabelo, infertilidade, problemas cardiovasculares, danos hepáticos e alterações comportamentais, conforme explica Luciana Janot.

Entidades médicas como a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) reforçam que a única indicação reconhecida para o uso de testosterona em mulheres é o tratamento do transtorno do desejo sexual hipoativo (TDSH) na pós-menopausa. O uso fora dessa indicação é considerado off-label, sem respaldo científico, e envolve riscos significativos à saúde.

*Texto reescrito com o auxílio do Chat GPT e revisado por nossa equipe