Veja 10 hábitos que ajudam a reduzir os riscos de Alzheimer

Exercício, sono, alimentação equilibrada e estímulos intelectuais estão entre as medidas de prevenção


Por Estadão Conteúdo

05/10/2025 às 16h00

O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa progressiva que compromete memória, raciocínio, linguagem e a capacidade de realizar tarefas cotidianas. O avanço da condição está ligado à morte de células cerebrais e ao acúmulo de proteínas anormais no cérebro, o que afeta a comunicação entre os neurônios. Além do impacto no paciente, a doença altera a rotina de familiares e cuidadores, que passam a lidar com demandas constantes de acompanhamento e assistência.

Cresce o interesse pelo tema

Segundo dados da plataforma Doctoralia, a busca por informações sobre Alzheimer vem aumentando. Em 2024, foram registradas 23.655 pesquisas pelo termo. Entre janeiro e maio de 2025, o número chegou a 10.709. Na seção “Pergunte ao Especialista”, o crescimento foi ainda mais expressivo: 72 perguntas apenas no primeiro semestre de 2025, contra 14 em todo o ano anterior.

Estágios da doença

De acordo com a neurologista Carolina Alvarez, o Alzheimer evolui em três fases principais:

  • Inicial: esquecimentos sutis, dificuldade para encontrar palavras e pequenas alterações de humor.
  • Intermediário: perda de memória mais evidente, confusão de tempo e espaço, mudanças comportamentais e dificuldade para realizar tarefas cotidianas.
  • Avançado: dependência quase total de cuidados, perda de reconhecimento de familiares, dificuldade de comunicação e limitações físicas.

“A doença vai muito além da perda de memória. Irritabilidade, apatia e mudanças de comportamento podem aparecer desde os estágios iniciais”, destaca a especialista.

Fatores de risco

Estilo de vida inadequado — noites mal dormidas, sedentarismo, isolamento social — aumenta a vulnerabilidade. Outro fator é o acúmulo de proteínas tóxicas no cérebro, como beta-amiloide e tau, que prejudicam a comunicação neuronal.

Dez hábitos que ajudam a prevenir o Alzheimer

Embora não exista cura, hábitos saudáveis podem proteger o cérebro e retardar a manifestação dos sintomas:

1. Praticar atividades físicas – melhora a circulação e a oxigenação cerebral.
2. Manter alimentação equilibrada – rica em frutas, verduras, peixes e oleaginosas.
3. Estimular a mente – leitura, estudo, jogos de raciocínio e instrumentos musicais fortalecem a reserva cognitiva.
4. Cultivar vida social ativa – convívio familiar e comunitário exercita áreas importantes do cérebro.
5. Cuidar do coração – controlar pressão, colesterol, diabetes e obesidade reduz riscos.
6. Dormir bem – sono de qualidade auxilia na recuperação e consolidação da memória.
7. Proteger a audição – tratar perdas auditivas ajuda a evitar isolamento social.
8. Evitar tabaco e moderar álcool – ambos estão associados a maior risco de demência.
9. Gerenciar o estresse – técnicas de relaxamento, terapia e meditação fortalecem a saúde mental.
10. Reduzir a exposição à poluição – ambientes limpos e ventilados favorecem a saúde cerebral.

Reserva cognitiva como proteção

Segundo Alvarez, preparar o cérebro ao longo da vida é fundamental. “Mesmo que a pessoa desenvolva Alzheimer, uma boa reserva cognitiva pode retardar o início ou suavizar os sintomas”, explica. Essa reserva é construída com estudo, leitura, convivência social e atividades intelectuais.

Atenção aos sinais

Esquecimentos eventuais são normais. Porém, quando a perda de memória se torna recorrente e vem acompanhada de confusão, mudanças de humor e dificuldade para realizar tarefas simples, a orientação médica é indispensável.

*Texto reescrito com o auxílio do Chat GPT e revisado por nossa equipe