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A oxigenoterapia está cada dia mais próxima de pacientes do SUS

PUBLIEDITORIAL

Na 5ª Jornada de Medicina Hiperbárica, realizada em Juiz de Fora, os principais especialistas do país compartilharam e debateram com estudantes e profissionais de saúde os avanços científicos da aplicação da oxigenoterapia como terapia adjuvante no tratamento de feridas de difícil cicatrização. A boa notícia é a sua progressiva extensão para pacientes da rede pública de saúde, já realidade em diversos estados e municípios do país

Por Assessoria Albert Sabin

26/08/2018 às 07h00

     

Já acessível aos clientes do sistema privado de saúde, a partir de regulamentação pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), a oxigenoterapia também está se tornando realidade para os pacientes do sistema público.Alguns estados do Brasil como Bahia, Paraná, Espírito Santo e municípios de São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso, além do Distrito Federal já reconhecem os avanços e os impactos positivos na redução de custos em função da aceleração do tratamento, menor tempo de internação, retorno antecipado do paciente ao trabalho e recuperação da qualidade de vida.

Em Juiz de Fora, o Hospital Universitário (HU)acaba de inaugurar o primeiro Ambulatório Transdisciplinar de Pé Diabético, reunindo médicos hiperbaristas, cirurgião de pé, cirurgião vascular, endocrinologistas, fisioterapeuta, enfermeiros e nutricionista. O serviço está sendo considerado um caminho para que a medicina hiperbárica chegue aos pacientes do SUS, permitindo também a ampliação da produção de pesquisas científicas que visam à consolidação dos benefícios da medicina hiperbárica como terapia adjuvante, no tratamento de diversas doenças.

Início precoce traz benefícios

Na Bahia, onde a Secretaria de Estado autorizou a contratação de clínicas hiperbáricas para a oferta da oxigenoterapia na rede pública, a medida evita a judicialização do processo. A agilidade do encaminhamento dos pacientes contribui diretamente para a melhoria dos resultados. “O início precoce da terapia gera um ganho importante na qualidade da cicatrização, no tempo de alta, na desospitalização antecipada do paciente. Essa medida precisa ser estendida para outros estados”, defende a médica Bianca Oliveira Bastos, que atua há mais de dez anos na medicina hiperbárica e coordena grupos de feridas em três hospitais.

Redução de custos

Segundo Bianca, o SUS percebeu que a hiperbárica diminui custos, mas falta a regulamentação para que esteja, de fato, acessível a todos. “Neste sentido, a Sociedade Brasileia de Medicina Hiperbárica vem realizando um trabalho forte de estímulo à publicação científica evidenciando os resultados. “Na Bahia, temos uma casuística grande até por conta dessa contratualização”, destaca a médica que, desde a primeira edição, participa da Jornada, realizada em Juiz de Fora. “Não há dúvidas de que é um dos melhores eventos do país com a presença dos principais especialistas. É enriquecedor”, avalia.

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O2JF e O2Sabin são referência

Para o cirurgião geral Fabricio Valandro Rech, que trabalha com hiperbárica há 18 anos, a Jornada desempenha papel fundamental na disseminação do conhecimento nas instituições de ensino. “Juiz de Fora tem dois importantes serviços de hiperbárica funcionando de maneira plena, O2JF e O2Sabin, nos mais altos padrões, a exemplo de muitos no mundo. Quanto mais divulgarmos essas informações, quanto mais esses eventos forem prestigiados pelos acadêmicos e profissionais, maior será o benefício ao paciente porque ele terá a oportunidade de ser tratado de maneira adequada”reitera Fabrício Rech.

Maurício Ruback, otorrinolaringologista, cirurgião de cabeça e pescoço e médico do trabalho, no Vale do Aço, concorda com o colega. Segundo ele, como a base da medicina é a comprovação científica, os trabalhos apresentados mostram os ótimos resultados e evidenciam a relação custo-benefício do tratamento. “Na saúde também há contas a pagar. Não basta o tratamento ser bom sendo dispendioso e inacessível. Hoje os estudos mostram que o retorno financeiro é considerável. A conta está ficando mais barata do que tratamentos antigos e convencionais, além do alto índice de resposta e melhora da qualidade de vida do paciente”, avalia o médico.

Indicações avançam no SUS

Coordenador de cinco serviços de medicina hiperbárica nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, Fabrício Rech, diz que, neste momento, já ocorre uma discussão dentro do Ministério da Saúde para que ela seja incluída no rol do atendimento do SUS. “Inicialmente, para algumas indicações. Conforme a situação for evoluindo, do ponto de vista financeiro, maior problema do sistema público, é possível que nos próximos meses já tenhamos algumas indicações pagas pelo SUS”, acredita. “Mesmo quando há dificuldades para liberação, os entendimentos jurídicos, a jurisprudência já manda executar de imediato. Além do resultado financeiro, a recuperação é mais rápida, o que torna a pessoa produtiva num intervalo menor de tempo”, acrescenta Maurício Ruback.

Benefícios pós-radioterapia

Desde janeiro deste ano, os convênios passaram também a aceitar as indicações nos casos de lesões decorrentes da radioterapia, beneficiando os pacientes submetidos ao tratamento de câncer.“A oxigenoterapia tem ação significativa e relativamente rápida. Com 20, 30, no máximo 40 sessões, cerca de dois meses, o paciente pode retomar a qualidade de vida anterior à radioterapia”, conclui Fabrício Rech.

5ª Jornada

Organizada pela O2JF e O2Sabin – Centro de Oxigenoterapia Hiperbárica e Tratamento de Feridas – a 5ª Jornada de Medicina Hiperbárica de Juiz de Fora foi realizada nos dias 17 e 18 de agosto, no auditório da Faculdade Suprema, reunindo mais de 100 participantes, além de palestrantes das mais diversas especialidades nas áreas da saúde, de diferentes regiões do país.

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