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As medalhas juiz-foranas no Pan

Por Juliana Netto

08/08/2019 às 06h26 - Atualizada 08/08/2019 às 16h41

Desde 1999, ano do primeiro Pan do qual me recordo, tenho verdadeira paixão por esta competição. Em Lima, mesmo que minhas férias tenham me afastado um pouco do noticiário, inclusive o esportivo, não está sendo diferente.

Para uma menina que sempre tentou reproduzir algumas das modalidades vistas pela TV, saltando em monte de areia no quintal de casa, jogando vôlei na parede e depois no colégio, percorrendo circuitos imaginários de bicicleta na casa da avó, etc, imaginar-se com uma medalha no peito não é tarefa difícil.

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E cinco, do total das 90 obtidas pelo Brasil até a tarde desta quarta-feira, merecem destaque especial: o bronze de Thiagus Petrus, no handebol, que passou pela Escola Estadual Patrus de Sousa; o bronze de Felipe Roque, cria do Bom Pastor/JF Vôlei; a prata e o bronze de Larissa Oliveira, com passagem pelas piscinas do Bom Pastor; além do ouro de Bia Ferreira, baiana radicada há mais de uma década em Juiz de Fora, dona do primeiro ouro do boxe feminino no Brasil em toda a história pan-americana.

Há alguns meses, recebi algumas críticas, contestando o que escrevi na coluna que levou o nome “Está difícil torcer para o esporte de Juiz de Fora”. Mesmo com essas medalhas, continuo acreditando que o momento esportivo na cidade, sobretudo em competições coletivas, não é bom. Mas a boa colocação do trio local em Lima, cidade que ainda receberá a nadadora Larissa Oliveira, o mesatenista Alexandre Ank e o nadador Gabriel Araújo, estes dois últimos no Parapan, todos com vínculo local, traz ânimo e uma melhora na autoestima juiz-forana.

Até a tarde desta quarta, se o município fosse um país americano, estaria em torno da 17ª colocação no quadro geral de medalhas, em um total de 41 países, à frente de nações como Bolívia, Paraguai, Uruguai, Costa Rica, Panamá… Situação que pode fazer com que meninos e meninas que, vendo as competições na TV, sejam estimulados a praticar esportes, a buscarem escolinhas para se aperfeiçoarem, a serem educados através das modalidades e do convívio com colegas de equipe, adversários, treinadores, a sonharem com novas perspectivas, tal como sonharam Thiagus Petrus, Felipe Roque e Bia. E, no mínimo, tal como quem vos escreve, que não se tornou uma atleta, mas que foi, de certa forma, transformada por ele, ter uma noção do que é ser medalhista em um evento da magnitude dos Jogos Pan-Americanos.

Juliana Netto

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