TIRO NO PÉ
O afastamento do secretário de Ação Social Flávio Cheker do Partido dos Trabalhadores, por meio de um acordo com a direção municipal, não foi de agrado de alguns petistas com espaço na legenda. Um deles considerou o gesto um tiro no pé, pois o ex-vereador é um quadro importante da legenda e teria uma grande ação à frente de um posto estratégico no município. Era hora de o PT mostrar sua competência. Advertiu ainda que o prefeito Bruno Siqueira é do PMDB, partido da base do Governo, e não um adversário, daí a sua estranheza. Quero ver o discurso que vão adotar no ano que vem, ano de eleição. Referia-se ao pleito de 2013, quando os deputados federais, entre eles a petista Margarida Salomão, irão renovar o seu mandato. Com a licença de Flávio Cheker, com ares de ter sido motivada por pressão do diretório, o prefeito Bruno Siqueira não terá nenhum constrangimento em apoiar outros nomes. No entanto, o que chamou a atenção foi a decisão do diretório ter ocorrido poucos dias depois de a parlamentar ter se encontrado com o prefeito e ter se colocado à disposição para ajudar a cidade nas demandas em Brasília. Hoje, ela tem maioria na Executiva Municipal.
Sob desgaste
Embora seja pouco provável que recue de sua candidatura, pois conta com a solidariedade dos pares no velho corporativismo político – hoje é ele, amanhã pode ser eu -, o senador Renan Calheiros será eleito presidente do Senado sob amplo desgaste. Seu nome caiu nas redes sociais, e o número de assinaturas pedindo a sua desistência está na casa das centenas de milhares. Não bastasse isso, estudantes foram ontem ao Congresso protestar contra a votação das mesas da Câmara e do Senado, por conta do perfil dos candidatos favoritos.
PSB fechado
Em 2007, quando enfrentou a opinião pública, por conta de pagamento de pensão por terceiros, ele renunciou ao cargo para não perder o mandato. Volta ao posto sob pressão, pois até a Procuradoria-Geral da República está no caso, indiciando-o por pagamentos irregulares. Na Câmara, Henrique Alves também está sob fogo cruzado, mas de menor intensidade. Seu adversário, o juiz-forano Júlio Delgado, aposta que terá muitos votos de parlamentares que estão anunciando votar com o PMDB, mas que vão mudar de opção na urna secreta. Ontem, ele recebeu o apoio formal do PSB, seu partido.
Rodovia
Em uma de suas reuniões em Brasília, o prefeito Bruno Siqueira pretende retomar a discussão sobre a BR-440, cujas obras estão paralisadas por ordem judicial. Ele considera fundamental a conclusão do trecho que já está mapeado, entre o campo do Nova União até a BR-040, pois hoje, em vez de solução, a pista tornou-se um problema para a população, uma vez que não está sendo usada e já sofre a ação do tempo. Além disso, compromete o escoamento de água. Sua reunião será no Dnit, órgão responsável pela liberação de recursos para o projeto.
Secretariado
O deputado Marcus Pestana, pelo Twitter, desmentiu ontem que houvesse desavenças entre o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, e os líderes tucanos, o governador Antonio Anastasia e o senador Aécio Neves, por conta da formação de seu secretariado. Segundo Pestana, não houve impasse, mas os jornais da capital insistem em apontar que os dois líderes não escondem seu descontentamento com as escolhas. Além disso, Lacerda teria barrado todos os nomes indicados pelos dirigentes do PSDB para o segundo escalão. A conferir os próximos passos.





