Ouça agora

Coluna 30 06:00:00-03-2012

Por PAULO CÉSAR MAGELLA

O jornalista Ismair Zaghetto lança hoje, às 19h, no Museu de Arte Murilo Mendes, o livro Itamar e o bando de sonhadores, no qual, entre textos e fotos, relata não apenas a trajetória do ex-prefeito Itamar Franco, mas também o papel desempenhado pelos seus assessores, sendo o autor um deles. Ismair conta ainda detalhes da pré-campanha de 1966, quando o principal oponente de Itamar era o advogado Wandenkolk Moreira (recentemente falecido). São 26 capítulos da História que terminam com uma série de fotos exclusivas da época, muitas delas sobre obras desenvolvidas especialmente na primeira gestão. Itamar governou Juiz de Fora em duas ocasiões: entre 1967 e 1970 e entre 1973 e 1974. Ele não terminou o segundo mandato, pois foi eleito senador pelo MDB, deixando no cargo o vice, o médico Saulo Moreira, a quem, aliás, coube inaugurar o Calçadão da Rua Halfeld, obra iniciada no segundo mandato do ex-presidente.

BANDO DE SONHADORES

Pagou para ver

O prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, pagou para ver e confirmou o PSDB na coligação que levará aos palanques para disputar sua reeleição. Ele deixa, agora, o grupo liderado pelo vice-prefeito, Roberto Carvalho, em posição embaraçosa. Líder de uma corrente do PT que não aceita os tucanos na chapa, ele terá que se articular, já que a maioria petista não faz qualquer objeção. O grupo do vice e setores ligados ao ex-ministro Patrus Ananias, que querem distância do PSDB, deram prazo até o dia 15 de abril para uma definição do caso.

Pelo estado

A discussão do impasse de Belo Horizonte chama a atenção, porque será a âncora de diversos outros entendimentos pelo estado, sobretudo nas cidades-polo. Em Juiz de Fora, o PSB, o mesmo de Márcio Lacerda, tem o deputado Júlio Delgado como seu principal representante. O parlamentar postula a Prefeitura de Juiz de Fora, mas foi orientado, inclusive por seu pai, o ex-prefeito Tarcísio Delgado, a conversar com o deputado Bruno Siqueira (PMDB), a fim de acharem uma solução, por ver problema se os dois disputarem. A conversa deve ocorrer no início da semana que vem.

E o vice?

Os partidos ainda não entraram em outro dado crítico: a indicação do vice. Há um compasso de espera em função das conversas que ainda estão em curso. A candidata petista, Margarida Salomão, ainda dá trato às alianças e não dá pistas de quem gostaria de ver ao seu lado, mas é provável que não vá de chapa pura, como em 2008, quando acolheu como vice o ex-presidente do PT, Ivan Barbosa. Ela tem conversado muito – bem mais do que há quatro anos – ouvindo lideranças que ficaram fora de seu palanque, mas nada indica, ainda, que já tenha definido que tipo de arranjo irá fazer.

Data final

O prefeito Custódio Mattos, que vai disputar a reeleição, também não abre o jogo sobre a formação de sua chapa. Em princípio, a opção natural seria manter o PDT como parceiro, hoje representado na chapa pelo vice-prefeito Eduardo Freitas, mas a dúvida, se o partido continuar como o principal parceiro, é saber se Freitas será o indicado a vice. Embora não haja posição oficial, especula-se que o presidente do diretório, Vítor Valverde, atual secretário de Administração, tem a pretensão. A pista só será dada no dia 7 de abril. Se ele se desincompatibilizar, será sinal de que está no jogo.

Tribuna

Tribuna

A Tribuna de Minas não se responsabiliza por este conteúdo e pelas informações sobre os produtos/serviços promovidos nesta publicação.

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade pelo seu conteúdo é exclusiva dos autores das mensagens. A Tribuna reserva-se o direito de excluir postagens que contenham insultos e ameaças a seus jornalistas, bem como xingamentos, injúrias e agressões a terceiros. Mensagens de conteúdo homofóbico, racista, xenofóbico e que propaguem discursos de ódio e/ou informações falsas também não serão toleradas. A infração reiterada da política de comunicação da Tribuna levará à exclusão permanente do responsável pelos comentários.



Leia também