CONTRA A VIOLÊNCIA
Juiz de Fora foi contemplada com 54 das 500 câmeras de vigilância anunciadas ontem pelo governador Antonio Anastasia, em solenidade no Palácio Tiradentes, quando foram beneficiados 18 municípios que vão receber o programa Olho vivo de videomonitoramento. O convênio estabelece também cooperação técnica e operacional para implantação de novos centros de Prevenção à Criminalidade para combate à violência no estado. Não há uma data específica, mas a Secretaria de Defesa Social prevê que as unidades comecem a ser instaladas no mês de agosto. Segundo o prefeito Bruno Siqueira, os próximos passos são para elaboração do edital para aquisição do equipamento. Como se trata de um ato meramente burocrático, o serviço de implantação pode até ser antecipado, mas, para evitar expectativas, o Governo trabalha com o segundo semestre do ano. No evento, durante seu pronunciamento, o governador destacou o empenho do prefeito e do comandante da Quarta Região de Polícia Militar, Ronaldo Nazareth, enfatizando a parceria que ambos estão realizando em várias frentes na cidade para garantir a segurança da população.
Na Saúde
O prefeito aproveitou estada em Belo Horizonte para reunir-se também com o secretário de Saúde, Antônio Jorge Marques. Além de anunciarem a liberação de recursos para equipamentos e medicamentos à rede na cidade, eles também fizeram – juntos com o secretário de Saúde de Juiz de Fora, José Laerte Barbosa – uma análise dos principais gargalos no atendimento local. Juiz de Fora tem características distintas de outras cidades: os problemas, apontaram, vêm do grande número de serviços oferecidos. Neste caso, a oferta é que gera a demanda.
À disposição
Antônio Jorge, que também tem forte militância política, devendo ser o primeiro presidente da Mobilização Democrática, partido resultante da fusão do PPS com o PMN, se colocou à disposição do prefeito para atuar como interlocutor da Prefeitura em outras secretarias, uma vez que, em várias delas, tem parceiros que podem atuar com maior ênfase em Juiz de Fora. A questão do Aeroporto da Serrinha e a decisão da Azul de tirar os voos diretos para a cidade de São Paulo e para Belo Horizonte entrou nas conversas, mas com o próprio governador, logo após o evento no Palácio.
Aeroportos
O problema dos dois aeroportos – Serrinha e Itamar Franco – não envolve diretamente a instância política. Como não se trata de uma concessão do Estado, as empresas aéreas têm plena liberdade para definir suas rotas. Essa situação ficou clara durante reunião da deputada Margarida Salomão com a superintendente de Assuntos Econômicos da Anac, Danielle Pinho. Ela prometeu à deputada que iria estudar o caso, mas, como tem sido dito às demais autoridades, não deu garantias de solução, pois quem tem essa prerrogativa é a própria empresa. E esta trabalha com demanda para definir suas rotas.
Inexistente
A principal razão para o cargo de gerente, presidente ou diretor do Expominas Juiz de Fora ainda estar vago não envolve política ou padrinhos, e sim organograma. A Codemig, empresa responsável pelo gerenciamento dos centros de convenção em Minas Gerais, não tem essa função. Todo o comando é centralizado em Belo Horizonte. Ontem, o empresário Aloísio Vasconcellos, um dos nomes cotados, recebeu garantias do deputado Lafayette Andrada de que a situação estava sendo resolvida. Tão logo a função seja oficializada, o posto será dele. Mas há grupos trabalhando com outros nomes.




