Ouça agora

Crise coletiva

Por Guilherme Arêas

O protesto dos prefeitos, realizado ontem, não encerra o ciclo de questionamentos à política econômica que está deixando as prefeituras à mercê da própria sorte pela falta de recursos. O próximo passo, como destacou o representante de Juiz de Fora, Bruno Siqueira, é a aprovação da PEC 172 que veda a geração de despesas sem ter a fonte de receita. Hoje, especialmente a União é pródiga em criar ações que repercutem no caixa dos municípios, mas sem a definição de onde sairá o dinheiro. Para municípios de menor porte, então, a situação é mortal, pois boa parte deles só tem o Fundo de Participação como fonte de recursos. Quando este cai, a despesa aumenta. Em Juiz de Fora, por exemplo, 30% são definidos para a saúde em orçamento, mas nem o Governo federal tem essa proporção, ficando a maior conta com as prefeituras.

Guilherme Arêas

Guilherme Arêas

A Tribuna de Minas não se responsabiliza por este conteúdo e pelas informações sobre os produtos/serviços promovidos nesta publicação.

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade pelo seu conteúdo é exclusiva dos autores das mensagens. A Tribuna reserva-se o direito de excluir postagens que contenham insultos e ameaças a seus jornalistas, bem como xingamentos, injúrias e agressões a terceiros. Mensagens de conteúdo homofóbico, racista, xenofóbico e que propaguem discursos de ódio e/ou informações falsas também não serão toleradas. A infração reiterada da política de comunicação da Tribuna levará à exclusão permanente do responsável pelos comentários.



Leia também