Um dos temas centrais no debate em torno da reforma política, o mandato tampão tem conseguido adesões, sobretudo dos segmentos que consideram altos os custos de eleições de dois em dois anos. Por conta disso, admitem que a unificação do pleito – de vereador a presidente – é a única saída. Desta forma, já em 2016, a eleição de prefeito e vereadores seria para um mandato de apenas dois anos, como ocorreu em 1970. Sobre isso, ao falar ontem na Comissão da Reforma, em Brasília, o cientista político Rubem Barboza, da UFJF, advertiu que a coincidência vai liquidar a política municipal, pois, em vez de questões locais, os políticos estarão envolvidos numa pauta nacional. Os também cientistas políticos Jairo Nicolau e Murilo Aragão embasaram os debates da comissão.
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