QUER COMPENSAÇÃO
A Assembleia Legislativa realiza hoje uma audiência pública na qual Juiz de Fora tem interesse direto. Por iniciativa do deputado Paulo Lamac (PT), a Comissão de Assuntos Municipais e Regionais vai discutir assuntos ligados às penitenciárias mineiras. Uma das propostas é de se adotar uma contrapartida, paga pelo estado, aos municípios que abrigam unidades penitenciárias. A cidade tem duas: José Edson Cavaliere e Ariosvaldo Campos Pires. A presença dessas instituições, argumenta o parlamentar, é motivo de reclamação de muitas prefeituras que se sentem prejudicadas por arcar com o que consideram ser um ônus – abrigar transgressores de todo o estado. Ele explica que as cidades que sediam penitenciárias convivem com a insegurança gerada pelo risco de conflitos e aumento da violência, com o estigma gerado pela presença de condenados. Os reflexos, no entanto, chegam também ao sistema de saúde, uma vez que as prefeituras são responsáveis por prestar atendimento médico aos detentos. No HPS, há uma ala própria para internos do sistema.
Aqui, não
A discussão sobre a instalação de unidades do sistema carcerário não é recente. Na segunda gestão Alberto Bejani, o Governo federal levantou a possibilidade de instalar uma das prisões de segurança máxima em Juiz de Fora. Chegou-se até mesmo a definir o terreno, na altura da Polícia Rodoviária Federal, em Dias Tavares. A repercussão foi tão negativa que o próprio prefeito desistiu de encampar a ideia, mesmo diante de compensações anunciadas pelo Ministério da Justiça para o município.
Apostas
Falta um ano para as eleições, e os candidatos sequer estão definidos, mas, como parte da rotina do Calçadão da Rua Halfeld, já há apostas para ver quem será o deputado estadual mais votado na cidade. A disputa promete, pois devem estar no palanque candidatos como o secretário de Estado da Saúde, Antônio Jorge Marques, o ex-prefeito Custódio Mattos, os vereadores Isauro Calais e Noraldino Júnior, restando ainda o PT, que pode até mesmo indicar os dois vereadores, Roberto Cupolillo e Wanderson Castelar. A meta é passar dos 25 mil votos.
Se desligou
Funcionário municipal de carreira, o vereador Luiz Otávio Coelho (Pardal) anunciou na tribuna da Câmara e confirmou ontem que está se desligando do Sindicato dos Servidores Municipais (Sinserpu). O motivo foi matéria publicada no jornal da entidade, em que ele teria sido duramente criticado e apontado como um dos responsáveis por barrar emendas do vereador Wanderson Castelar, que atendiam aos interesses da categoria. Em discurso, Pardal acentuou: Vou me desfiliar até que essas diretrizes mudem de fato.
Protestou
O vereador Wanderson Castelar, em resposta a Pardal, que também é líder do Governo, disse que não dá para exercer um mandato fazendo tudo o que vem de cima, a troco de migalhas do Executivo. O vereador petista destacou que o sindicato chamou os vereadores para dialogar sobre as emendas, e, após a reunião, os parlamentares tinham concordado em aprová-las. Elas pediam a criação de um grupo de trabalho para analisar as perdas salariais da classe nos últimos anos.




