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Base governista

Por Juliana Netto

Perto de completar dois meses à frente do Governo mineiro, o governador Fernando Pimentel ainda não liberou as chamadas para os cargos do segundo escalão. A medida, que soa também como um elemento de contenção de gastos, está sendo vista pela ótica política: ele articula sua base na Assembleia e tem, em alguns postos, uma moeda de troca. Hoje, o Legislativo estadual está dividido entre governistas e intermediários, que os críticos chamam de “quase governistas”, tal o apelo para se integrar à base. Até mesmo legendas de oposição vivem o dilema do que fazer. Reeleito para mais um mandato à frente do PSB estadual, o deputado Júlio Delgado está “cortando um dobrado” para manter a bancada socialista na trincheira da oposição. Vários deputados já teriam avisado que vão mudar de lado, inclusive aqueles que receberam os senadores Aécio Neves, Antonio Anastasia e Romário em seus palanques de campanha, em outubro do ano passado. O problema, diz Júlio, é que não é fácil dobrá-los quando há tal apel

Juliana Netto

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