TEMA DOS BASTIDORES
O adiamento do reajuste das tarifas, já anunciado pelo prefeito Bruno Siqueira, era uma questão discutida nos bastidores do Executivo, quando as manifestações ainda estavam na sua fase inicial. Assessores do prefeito entendiam que qualquer movimentação na direção de um reajuste seria temerária, e até mesmo aqueles que entendiam ser necessário levar as avaliações adiante lembravam que o percentual deveria ser o mínimo possível, não chegando, sequer, ao IPCA de 6,5%. Não há data para o tema voltar à mesa, sobretudo agora quando prefeituras do Rio, de São Paulo e de várias cidades, como Niterói – esta, do porte de Juiz de Fora -, recuaram nos reajustes dados no final do mês passado. Como em Juiz de Fora essa decisão ainda não saiu do papel, o entendimento é de ficar no mesmo lugar. Na Câmara, o discurso era de redução dos atuais valores, mas essa ideia não deve prosperar, pois todas as medidas tomadas até agora levaram em conta o preço que seria cobrado, e não o que já está em vigor desde o ano passado.
Manifestação
A 4ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil, em reunião realizada ontem, confirmou decisões do Conselho Federal e seção estadual e conclamou o diálogo entre manifestantes e autoridades para assegurar a realização dos protestos de maneira pacífica e, ao mesmo tempo, de forma a garantir o direito de livre manifestação. A OAB defende que o Brasil seja a pátria da liberdade e sempre se posicionou a favor da democracia e contra a corrupção. A luta contra a corrupção, em todos os níveis, é uma bandeira da Ordem em Juiz de Fora, em Minas e no Brasil.
Intermediário
A OAB, da mesma forma do Conselho Federal e da entidade estadual, indicou advogados para acompanhar os possíveis inquéritos e os procedimentos em relação aos possíveis abusos cometidos nos atos públicos. Também foi designado um observador da Comissão de Direitos Humanos da subseção Juiz de Fora para receber os relatos sobre as manifestações e apurar os fatos na cidade. A entidade ainda se colocou à disposição para atuar como mediadora entre as autoridades da segurança pública e os manifestantes.
Preferidos
A movimentação das redes sociais em torno das manifestações nas ruas foi o foco de uma pesquisa realizada pela Tribatcs, empresa de monitoramento que acaba de chegar ao Brasil e que analisou todos os tweets enviados entre 14h de terça-feira e 9h de ontem, relacionados ao episódio. Os resultados mostraram que foram mais de 604 mil tweets, enviados por quase 270 mil usuários; Brasil, rua, a maior foram as palavras mais usadas nas postagens. As hashtags mais usadas foram vem para rua, o gigante acordou e protesto, e 51,32% dos tweets foram de mulheres. São Paulo liderou as postagens.
Nos estádios
A pressão das ruas começa a produzir efeitos nas instâncias políticas, embora algumas delas ocorram com um certo atraso.As cidades que vão sediar os jogos da Copa do Mundo do ano que vem vão receber visitas de senadores que compõem a Subcomissão de Acompanhamento da Copa do Mundo de 2014. Um requerimento do senador Sérgio Souza (PMDB-PR) foi aprovado ontem estabelecendo que sejam feitas diligências para checar como está o andamento das obras de infraestrutura, de mobilidade urbana e dos estádios. Não se sabe se vão verificar os custos.





