DADOS DA VIOLÊNCIA
A criação do Laboratório de Estudos sobre Violência Urbana, que pode ser implantado em Juiz de Fora nos próximos meses, deve exigir investimentos de várias esferas do Poder Público. O primeiro passo é definir qual das entidades que pretendem implantar o laboratório – Câmara, OAB, UFJF e PJF – vai efetivamente gerir o núcleo. A ideia é criar um modelo local do que já foi implementado por universidades como a UFRJ e a UFMG, que criaram seus grupos de estudo sobre violência. Ontem, durante anúncio oficial de um seminário sobre criminalidade, que será realizado em março e quando o laboratório deve ganhar forma, foram apresentados alguns custos de pesquisas. Um estudo sobre vitimização, por exemplo, custaria em torno de R$ 18 mil. Já uma atualização da pesquisa sobre violência, que a própria UFJF já fez, teria custo estimado entre R$ 48 e R$ 58 mil. Dezoito mil reais deve ser o que custa, para o HPS, um paciente vítima de violência. Estamos falando de somas muito pequenas perto da grandeza que essas ações podem trazer, disse o presidente da Comissão de Segurança Pública da Câmara, Wanderson Castelar (PT).
Pelo carnaval
O mesmo vereador Wanderson Castelar (PT) usou da tribuna da Câmara Municipal, na sessão de segunda-feira, para cobrar das autoridades municipais um esquema especial de ônibus para o carnaval. Conforme o vereador, os horários disponibilizados não costumam atender à população, dificultando o acesso das comunidades à avenida. Ele sugere um estudo de viabilidade para que possa haver itinerário específico, horário estendido e tarifa reduzida nos dias de desfile.
Nomeações
O Diário Oficial do Município Atos do Governo, em sua versão eletrônica, publicou ontem novas nomeações feitas pelo prefeito Bruno Siqueira. Clorivaldo Rocha foi confirmado como diretor-geral do Hospital de Urgência e Emergência (HPS), cargo que já vinha exercendo. Também foram nomeados dois novos subsecretários para a Secretaria de Transporte e Trânsito: Kátia Maria Moraes Castilho será responsável pelo sistema operacional, enquanto Mauro Cesar Loyola Branco vai assumir a Subsecretaria de Mobilidade Urbana.
Em campanha
O deputado Júlio Delgado, um dia após ser recebido pelo governador Antonio Anastasia e por lideranças tucanas, fechou a terça-feira em Manaus, onde tinha jantar com o prefeito Arthur Virgílio (PSDB) e café da manhã, hoje, com o governador Omar Aziz. Na pauta, a presidência da Câmara Federal. O parlamentar está percorrendo o país, o que chamou a atenção do próprio Planalto. A presidente Dilma Rousseff teria indagado aos líderes do PMDB se a eleição do deputado Henrique Alves estava consolidada. Disseram que sim, mas, na dúvida, puseram Henrique para viajar também.
Má lembrança
A preocupação do Governo tem motivo. Em 2005, quando o candidato de preferência do então presidente Lula era o deputado Luiz Eduardo Greenhalgh, do Partido dos Trabalhadores, a própria legenda se dividiu, já que o mineiro Virgílio Guimarães, também do PT, não abriu mão e foi para a disputa. Quem se aproveitou foi o deputado Severino Cavalcanti (PP), que acabou colhendo os votos do baixo clero e venceu. Desta vez, a despeito da candidatura de Henrique Alves, o PMDB também tem na disputa a peemedebista Rose de Freitas. O racha pode beneficiar Júlio.





