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Silêncio quebrado

Por Guilherme Arêas

O discurso do vereador João do Joaninho, ontem, na Câmara – quando quebrou o silêncio que mantinha até então em plenário – foi mais para o público interno do que para as ruas. Sua preocupação com o voto do Conselho de Ética permeou boa parte do seu pronunciamento de quase meia hora. Reafirmou sua condição de testemunha e não de autor no episódio das capivaras e lembrou aos pares que qualquer um deles está sujeito a passar por situação semelhante. Mas foi enfático ao dizer que, se tiver que sair, por renúncia ou cassação do mandato – ele não especificou -, sairá de cabeça erguida, momento em que seu grupo ecoou gritos de “fica”. Joaninho também passou pelo viés religioso, dizendo-se um homem de fé, o que o fortalece, mas lembrou, sobretudo aos pares e aos seguidores, que ali era um ambiente típico de uma terra de doidos, pois há frequentes manifestações. Não houve apartes.

Guilherme Arêas

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