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Coluna 15 07:00:00-01-2012

Por PAULO CÉSAR MAGELLA

PUBLICAMENTE, NÃO

Um assunto pouco tinha a ver com o outro, mas a votação de aumento salarial para dois diretores do Demlurb serviu de deixa para que alguns vereadores, na reunião da Câmara, na última sexta-feira, desfiassem um rosário de queixas contra uma funcionária comissionada do Departamento, que teria criticado os atuais parlamentares publicamente no Facebook. O primeiro a manifestar indignação foi Chico Evangelista (PP), mas o vereador da base recebeu apoio até do oposicionista Wanderson Castelar (PT). A comoção foi tamanha que a suposta ofensa dominou a discussão da matéria, chegando ao ponto de alguns legisladores cogitarem o pedido de exoneração da moça, caso se comprovasse que o post tivesse sido colocado na internet em seu horário de trabalho. Quem saiu em defesa da funcionária foi o presidente da Casa, Carlos Bonifácio (PRB). Se isso fosse motivo para exoneração, temos outros exemplos muito piores vindos do primeiro escalão da Prefeitura.

Sintonia afinada

O PT quer estabelecer um discurso afinado nas eleições de outubro. Já como parte da mobilização para a disputa pelas prefeituras e câmaras, o diretório nacional realizará no dia 10 de fevereiro, em Brasília, o Encontro Nacional de Prefeitos e Prefeitas e Deputados Estaduais, sob a responsabilidade da Secretaria Nacional de Assuntos Institucionais, presidida pelo deputado Geraldo Magela, hoje exercendo a secretaria de Habitação do Governo do Distrito Federal. O que nós queremos é refletir e traçar as orientações, pois daqui sairá a linha que nossos candidatos vão adotar, lembrou.

Depois de Momo

A partir do mês que vem, especialmente depois do carnaval, as principais legendas vão partir para agenda semelhante, embora algumas ações já tenham ocorrido. O entendimento é que, antes do carnaval, as conversas não rendem. Como as primeiras desincompatibilizações começam em abril, a estratégia é ter as chapas já definidas no primeiro semestre, mesmo sem realizar as convenções, a fim de facilitar a vida dos candidatos, sobretudo a vereador, que precisam ir para as ruas buscar votos num cenário de competição intensa.

Luta interna

Alguns partidos, como o PPS, definiram que, antes de ir para as ruas, o primeiro passo é orientar a postura de seus candidatos em relação aos próprios colegas de legenda, a fim de evitar os desgastes naturais de campanha, quando a busca pelo voto vira uma luta de cada um por si e do partido por todos. Esses enfrentamentos, no entanto, mais atrapalham do que ajudam, daí a importância de mostrar aos postulantes que o adversário está na outra legenda e não sob a mesma sigla.

Sombra de Lula

Nas capitais, onde a disputa pelo poder é mais intensa, em virtude do pleito seguinte para a Presidência da República, uma das preocupações é o papel a ser desempenhado por lideranças nacionais. Na última sexta-feira, o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) mostrou o temor de alguns aliados do Governo com a presença do ex-presidente Lula no palanque do PT. Sem poder falar mal do Governo do qual fazem parte e tendo Lula pedindo votos para sua legenda, temem ficar no meio do caminho, ficando sem um discurso que atraia o eleitor. Lula já garantiu que vai à luta.

Tribuna

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