Flávio Bolsonaro consolida sua posição na disputa presidencial

Flávio Bolsonaro começa a consolidar sua posição como candidato da direita à presidência da República

Por Paulo Cesar Magella

O senador Flávio Bolsonaro, escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para ser o candidato da direita à presidência da República, já começa a capitalizar os votos do pai. Na nova pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira, ele tem um segundo lugar confortável com o presidente Lula ainda liderando as intenções de voto. Até mesmo numa disputa incluindo o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ele segue em segundo lutar: Lula 36%; Flávio Bolsonaro, 23%, Tarcísio de Freitas, 9% e Ratinho Júnior, 7%.

Tarcísio é mais competitivo no segundo turno

O presidente Lula venceria todos os adversários da oposição no segundo turno, por diferenças entre 5 pontos percentuais a 20 pontos percentuais, mas chama a atenção um detalhe. Se enfrentar Flávio Bolsonaro, Lua venceria por uma diferença de 7 pontos percentuais enquanto com Tarcísio a diferença de 5 pontos, isto é, no segundo turno, o governador seria mais competitivo, mas é pouco provável que disputa a presidência se Flávio mantiver sua candidatura.

Maioria teme volta da família Bolsonaro

A pesquisa revelou ainda que a maioria acha que candidato com sobrenome Bolsonaro tem menos chances do que outro oposicionista: 43% acham que um candidato da oposição fora da família poderia vencer Lula, mas só 34% acham que alguém com o sobrenome Bolsonaro seria eleito. 44% acham que Bolsonaro errou ao indicar Flavio, contra 43% que pensam o contrário. Em dezembro, 54% consideravam errada a decisão do ex-presidente.

Lula 4 também sofre rejeição

A aprovação do presidente Lula oscila dentro da margem de erro, 49% aprovam e 47% desaprovam, mas os pesquisadores detectaram que 40% dos eleitores têm medo de um governo Lula 4. No entanto, 46% temem a volta da família Bolsonaro ao poder.

 

Paulo Cesar Magella

Paulo Cesar Magella

Sou da primeira geração da Tribuna, onde ingressei em 1981 - ano de fundação do jornal -, já tendo exercido as funções de editor de política, editor de economia, secretário de redação e, desde 1995, editor geral. Além de jornalista, sou bacharel em Direito e Filosofia. Também sou radialista. Meus hobbies são leitura, gastronomia - não como frango, pasmem - esportes (Flamengo até morrer), encontro com amigos, de preferência nos botequins.E-mail: [email protected] [email protected]

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