Maioria na população brasileira (51,4%, segundo o IBGE) e também nos colégios eleitorais, as mulheres continuam mantendo uma tímida representação no Legislativo. Este ano foram eleitas apenas 51 deputadas para as 513 cadeiras da Câmara, isto é, apenas 10% da Casa. E ainda melhor do que na atual legislatura, na qual são parlamentares apenas 45. Segunda mulher mais votada em Minas Gerais, a deputada Margarida Salomão (PT) adverte que “as mulheres precisam de estímulos específicos para atuarem na política”. Segundo ela, a jornada doméstica, ainda predominantemente feminina, e a maternidade são fatores diferenciais que precisam ser considerados. “No âmbito do Legislativo, temos que fazer a reforma política com medidas que possam diminuir essa sub-representação feminina e, no Executivo, é necessário continuar com políticas públicas voltadas às mulheres, como ampliação das creches e das escolas em tempo integral.” O Brasil permanece entre os países com menor participação política no Parlamento e o mais desigual da América do Sul.
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