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Coluna 12 07:00:00-05-2013

Por PAULO CÉSAR MAGELLA

ACORDOS PONTUAIS

Uma situação que por enquanto faz parte dos ensaios políticos vai se revelar na campanha eleitoral do ano que vem: os partidos devem negociar acordos regionais para não contrariarem totalmente suas bases, mas sem também comprometer as decisões das lideranças nacionais. Vários diretórios já estão antecipando que têm dificuldades em manter os acordos dos dirigentes por conta das próprias circunstâncias. Ontem, o senador Aécio Neves (PSDB) foi informado de que o DEM, que deve subir em seu palanque, não poderá fazer o mesmo em Goiás, uma vez que os correligionários já se acertam com Eduardo Campos (PSB). Mas ele também se beneficia da mesma situação. Durante visita a Expozebu, em Uberaba, na semana passada, em evento que também contou com a presença da presidente Dilma e do ex-presidente Lula, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, foi informado de que os colegas mineiros não vão acompanhá-lo no projeto de reeleição da presidente, que ele já acertou. Se for o caso, preferem até sair do partido ou ingressar na Justiça. Aliás, já fizeram isso no ano passado, quando se recusaram a apoiar o petista Patrus Ananias e mantiveram a dissidência subindo no palanque de Marcio Lacerda (PSB).

Sob ordens

Nas cidades a situação é mais complexa, pois, em se tratando de um pleito nacional no qual são eleitos presidente, governadores, senadores e deputados, os diretórios estaduais controlam os acordos com mão de ferro, não dando margem para resistência das representações municipais. Por conta disso, os políticos ficam reféns desses entendimentos, como é o caso do prefeito Bruno Siqueira, que, mais dia, menos dia, terá que escolher o palanque. Hoje ele transita bem entre os tucanos mineiros e os petistas nacionais. Mas vai chegar a hora de se definir. O PMDB, hoje, apoia a presidente.

Ainda é cedo

Bruno sabe de sua situação e também reconhece que uma hora vai ter que bater o martelo, mas deve esticar a corda o máximo possível, pois depende administrativamente tanto da presidente quanto do governador. Sexta-feira, por exemplo, ele recebeu em seu gabinete o deputado federal Marcus Pestana, presidente do diretório estadual do PSDB. Pelo Twitter, o parlamentar, que estava acompanhado do secretário de Saúde, José Laerte, e do articulador político José Maurício Arantes, postou nota dizendo que a reunião foi produtiva, com uma ampla pauta de conversações.

Dificuldades

Os políticos devem deixar as definições para última hora, já que entendimentos prévios costumam ser problemáticos por conta da dinâmica da própria política. Um exemplo clássico está ocorrendo na votação da Medida Provisória dos Portos. A presidente Dilma Rousseff, em vez da oposição, está enfrentando forte resistência de sua própria base, já que nem todos os partidos têm o mesmo ponto de vista do Governo. Dentro do próprio PMDB, a situação é crítica. O líder da bancada, Eduardo Cunha, tem sido uma pedra no sapato da presidente, que mal o cumprimenta. Salvo em gestos protocolares.

Audiências

A Câmara Municipal, que diluiu o calendário de audiências públicas por todo o mês, vai ouvir na próxima quinta-feira o diretor-presidente da Empav, José Eduardo Araújo, para exposição de suas propostas e objetivos de gestão à frente da empresa. A convocação é do vereador Rodrigo Mattos (PSDB). Por força de lei, os secretários e dirigentes de empresas mistas têm que comparecer ao Legislativo para falar de suas ações. Outros membros do primeiro escalão já foram ouvidos, e Araújo não será o último. No dia 23 será a vez do titular da pasta de Administração, Alexandre Jabour.

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