PRIMEIRAS PONTES
Embora alguns considerem cedo, pois os partidos dependem de outubro – quando termina o prazo de filiações – para se posicionarem, as articulações para a formação de dobradinhas políticas já estão em curso na região. O deputado Luiz Fernando Faria (PP), da vizinha cidade de Santos Dumont, já lançou as primeiras pontes de seu projeto de aliança em Juiz de Fora, ao convidar o reitor da Universidade Federal de Juiz de Fora, Henrique Duque, para ser candidato a deputado estadual pelo PP. O reitor ainda não respondeu, pois, antes de ser candidato, tem que escolher o partido, mas há entendimento que o Partido Progressista seria a legenda que lhe causaria menos transtornos, por estar na base da presidente Dilma Rousseff e também na do governador Antonio Anastasia. Com isso, não haveria, em tese, risco de ser cortados os canais de investimentos que hoje irrigam a UFJF, uma das preocupações de Duque. Ele pediu tempo para tomar uma posição, mas também percebe que o tempo está encurtando. Alguns acordos são fechados com antecedência para evitar o risco de se encontrarem negociações já fechadas.
No estado
Nestas muitas conversas também passa a sucessão estadual. A relutância do senador Aécio Neves em indicar já o nome que vai representar o seu grupo na disputa pela cadeira de Antonio Anastasia, embora não tenha sido criticada oficialmente, causa incômodos na sua base, já que boa parte dos políticos entende que não dá para esperar fevereiro – como Aécio defende -, preferindo outubro ou novembro. No início do ano, foi o próprio senador que definiu esse prazo, mas, por conta de outros acertos, ele quer jogar a decisão para o ano que vem.
Bode na sala
Os políticos entendem que é impossível esperar, incomodados ainda pela tática de se lançar um bode na sala a cada conversação. No início, os pré-candidatos cotados eram o vice-governador Alberto Pinto Coelho (PP) e os deputados tucanos Marcus Pestana e Dinis Pinheiro. Depois, apresentaram a possível indicação do prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB). A bola da vez, agora, é o ex-ministro Pimenta da Veiga, que, em princípio, está voltando para Minas para coordenar a campanha de Aécio. Ele também entrou na lista dos possíveis indicados.
PT na frente
O que os tucanos e aliados dizem é que está se dando espaço demais ao Partido dos Trabalhadores. Se nos três últimos pleitos o PSDB tinha nome certo, como ocorreu com Aécio em duas ocasiões – depois de ter sido lançado por Itamar Franco – e com Anastasia por uma vez, enquanto as oposições batiam cabeça, o jogo agora virou. O PT está fechado em torno do ministro Fernando Pimentel, e o Governo ainda vive um cenário de indecisão. Pimentel tem andado pelo estado sem ter contraponto às suas articulações. E é isto que tem sido dito a Aécio, mas sem sucesso.
Fora do PSB
Ídolo pelos clubes pelos quais passou e campeão do mundo pela Seleção Brasileira, em 1994, Romário já não é mais deputado pelo PSB. Ele próprio anunciou pelo Twitter a sua desfiliação, embora não enumerasse as causas. Especula-se que tenha ficado insatisfeito com a falta de apoio às suas bandeiras, a começar pela briga com a CBF. Eleito com 146.859 votos, Romário não apontou para onde vai, mas tem recebido convites de várias legendas. Uma delas seria o PR, do ex-governador Anthony Garotinho, que gostaria de vê-lo disputando uma vaga no Senado.




