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Cleitinho não define candidatura, mas já faz promessa se for eleito governador

Senador Cleitinho Azevedo fez duras críticas às mineradoras e prometeu reduzir os valores do IPVA

Por Paulo Cesar Magella

Ainda sem definir se será ou não candidato ao Governo de Minas, o senador Cleitinho Azevedo continua dando sinais ambíguos sobre seu futuro político. Em postagem nas redes sociais, ele fez duras críticas às mineradoras – que, segundo ele, estariam contra sua candidatura – e reafirmou que só vai se decidir no início de agosto. Cleitinho prometeu, se eleito, reduzir os valores do IPVA e afirmou que a perda de receita seria compensada pelas mineradoras, às quais acusou de pagar propina a políticos.

No PL, Medioli ganha missão de visitar o interior

O ex-prefeito de Betim Vittorio Medioli recebeu da direção do PL a missão de viajar pelo interior do estado, mas sem a garantia de ser ele o candidato ao Governo caso o senador Cleitinho Azevedo desista da disputa. O empresário já se colocou à disposição da legenda, e a tarefa foi interpretada por seu grupo como um “plano B” para o partido. O ex-presidente da Fiemg Flávio Roscoe, que se desincompatibilizou do cargo para entrar no páreo, tem mantido silêncio estratégico diante do cenário indefinido.

No PT, Patrus Ananias resiste a convite para disputar o governo

O deputado Patrus Ananias é, no momento, o nome mais cotado no PT para disputar o Governo de Minas. Ex-prefeito de Belo Horizonte e ministro nos governos Lula e Dilma Rousseff, ele reluta em aceitar a missão e segue trabalhando por sua reeleição. Os deputados Rogério Correia e Reginaldo Lopes – também mencionados – não se manifestaram.

Resistência no PT

O PT tem alas resistentes a alianças com nomes de outros partidos. O candidato do MDB, Gabriel Azevedo, é cogitado, mas enfrenta desconfiança de petistas que não esquecem sua adesão à lista que pedia a cassação da ex-presidente Dilma Rousseff. O ex-procurador Jarbas Soares, candidato do PSB, também encontra resistência nesse mesmo grupo. A indefinição, de acordo com um petista histórico, causa perplexidade em Brasília.

 

Paulo Cesar Magella

Paulo Cesar Magella

Sou da primeira geração da Tribuna, onde ingressei em 1981 - ano de fundação do jornal -, já tendo exercido as funções de editor de política, editor de economia, secretário de redação e, desde 1995, editor geral. Além de jornalista, sou bacharel em Direito e Filosofia. Também sou radialista. Meus hobbies são leitura, gastronomia - não como frango, pasmem - esportes (Flamengo até morrer), encontro com amigos, de preferência nos botequins.E-mail: [email protected] [email protected]

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