DELGADO RECOMENDA
Em audiência na Comissão Especial da Dívida Pública da Assembleia, o ex-deputado Paulo Delgado defendeu a revisão dos tipos de gastos e guarda de percentuais de investimentos para diminuir os montantes a serem pagos pelo estado à União. Para ele, é importante que o estado procure saber em que setores investe os recursos que pega emprestado com a União, pois há dívidas boas e ruins. Se o estado se endivida com financiamento para setores da indústria que não têm compromisso com critérios sociais e ambientais, é uma dívida ruim. Se eles forem empregados na ampliação de hospitais e na construção de vias de acesso necessárias, são débitos positivos. O sociólogo sugeriu que os estados construam uma espécie de poupança, com a reserva de 0,5% dos investimentos planejados, para o financiamento de inovações tecnológicas, que podem levar ao desenvolvimento econômico, político e social das comunidades. Ele também propôs que as ações sejam focadas no longo prazo, com elementos de continuidade entre um governo e outro.
Sem barulho
As eleições municipais têm facilitado o projeto de mudanças da equipe da presidente Dilma. Desde o ano passado, por exemplo, ela queria tirar Fernando Haddad da Educação. Com a proposta do ex-presidente Lula de fazer dele o adversário dos tucanos, foi meio caminho andado. Ontem ocorreu a mesma coisa. O Palácio do Planalto anunciou que o petista Afonso Florence, da Bahia, estava saindo do ministério do Desenvolvimento Agrário, sendo substituído pelo também petista, só que do Rio Grande do Sul, Pepe Vargas. Florence vai disputar uma das prefeituras da terra de Caymmi.
No poder
As mulheres estão conquistando espaço até mesmo em cortes fechadas, entre elas, a Justiça Militar. Como parte do quinto constitucional destinado aos advogados, é juíza do Superior Tribunal Militar a advogada Maria Elizabeth Guimarães Teixeira. No Supremo, a porta só foi aberta em 2000, quando o então presidente Fernando Henrique indicou a ministra Ellen Gracie, já aposentada, embora pudesse continuar na corte até 2018, quando completará 70 anos. Como o Painel mostrou ontem, o TST, dez anos antes, fez a sua primeira nomeação feminina.
Inferno astral
O prefeito de Uberaba, Anderson Adauto (PMDB) vive mais um inferno astral. Além de ter dificuldades em emplacar um nome para disputar sua sucessão, já que a direção estadual se esforça para indicar o deputado Paulo Piau, ele voltou a ter problemas na Justiça. Foi publicada ontem, no Tribunal de Justiça, a sentença em que ele e mais dois funcionários foram condenados por irregularidade na realização de um concurso público para o cargo de agente de saúde do município. A denúncia partiu do Ministério Público. O prefeito terá que ressarcir os cofres públicos.
No ar também
Passou ontem pela Comissão de Infraestrutura do Senado o projeto do senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) estabelecendo que todos os aviões que transitarem no País deverão oferecer, a cada voo, dois assentos gratuitos para idosos com renda de até dois salários mínimos. O relator Jayme Campos (DEM-MT) entende que a proposta complementa a lei de regulamentação do Estatuto do Idoso, que assegura reserva de dois assentos gratuitos para pessoas com mais de 65 anos no transporte rodoviário, ferroviário e aquaviário, até então, deixando as viagens aéreas de fora.





