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Coluna 08 07:00:00-11-2012

Por PAULO CÉSAR MAGELLA

PRIMEIRO ESCALÃO

Eleitos em outubro, os prefeitos começam agora a formação de suas equipes, mas o que seria um exercício simples de escolha tornou-se um problema de boa parte das prefeituras, já que os salários pagos no serviço público, quando se deseja montar equipes de grande capacitação, passaram a ser um obstáculo, sobretudo em cidades de menor porte. O caso mais emblemático está sendo vivido pelo prefeito eleito da vizinha Santos Dumont, Carlos Alberto Ramos de Faria. Com a ajuda de seu irmão, deputado Luiz Fernando Faria, ele está fazendo contatos, mas esbarra no salário. Pela folha atual, os ocupantes do primeiro escalão ganham R$ 2,8 mil, baixo para os padrões de profissionais que teriam que deixar seus afazeres para se dedicarem exclusivamente ao cargo. Até mesmo cidades como Juiz de Fora, onde a remuneração é bem mais expressiva, passam por essa situação, principalmente quando há a intenção de se buscar profissionais de outras regiões ou já consolidados no mercado. Como o orçamento de 2013 é prerrogativa das atuais administrações, fica difícil até mesmo aumentar a remuneração, sob o risco de comprometimento legal.

Transição

O prefeito eleito de Juiz de Fora, Bruno Siqueira, já está fazendo os primeiros contatos, mas a definição de nomes só vai ocorrer após os relatórios que serão levantados pela equipe de transição, que, aliás, faz hoje o primeiro contato oficial com o secretário de Governo Manoel Barbosa. Bruno, como a Tribuna anunciou ontem, deve definir primeiro os titulares de áreas estratégicas, como Governo, Fazenda, Administração, Planejamento e Procuradoria-Geral. Só a partir daí é que irá fazer os convites para outras pastas.

Domésticas

A Câmara dos Deputados aprovou, na Comissão Especial que trata do tema, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que estabelece igualdade de direitos trabalhistas para os empregados domésticos e os demais trabalhadores urbanos e rurais. Ela prevê, entre outros direitos, a jornada de trabalho de 44 horas semanais, remuneração do trabalho noturno, salário família, horas extras, FGTS e garantia de salário mínimo, entre outros. O texto, porém, ainda tem outros caminhos, após votação aprovada simbolicamente pela comissão.

Já em campo

Como o governador Antonio Anastasia não pode concorrer a mais um mandato, já que está na segunda rodada à frente do Governo de Minas – a primeira ocorreu quando substituiu Aécio Neves, que se desincompatibilizou para disputar o Senado -, as articulações para sua cadeira estão em pleno curso. O vice, Alberto Pinto Coelho, ora interino no comando do estado, é um dos mais ativos. Ontem, ele se reuniu com o deputado Luiz Fernando Faria (PP), seu colega de partido, já de olho em 2014. Alberto ainda não tem garantias de apoio do Palácio.

Articulando

Quem também anda com pressa é o senador Clésio Andrade. Já teve seu nome lançado pela Executiva do PMDB, mas ainda terá que convencer os demais parlamentares sobre a viabilidade de seu nome. Sua definição tem que ser mais rápida, pois, a partir de 2014, ficará sem mandato, já que sua gestão, como suplente de Eliseu Resende, que cumpriu os primeiros quatro anos, está terminando. Clésio já esteve no poder, como vice de Aécio Neves na primeira gestão. Depois, com o rompimento, mudou de lado, dando a vaga para Antonio Anastasia, com quem tem uma relação apenas cordial.

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