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Em mais uma reviravolta, Cleitinho anuncia candidatura ao governo com autorização do Republicanos

Em entrevista na noite desta sexta-feira, em Divinópolis, Cleitinho Azevedo confirmou sua candidatura ao governo de Minas

Por Paulo Cesar Magella

Em entrevista ao vivo na Praça Santuário, em Divinópolis, da qual participou virtualmente o presidente do Republicanos, deputado Marcos Pereira, o senador Cleitinho Azevedo anunciou sua candidatura ao governo de Minas, em mais uma reviravolta no processo de idas e vindas que começou antes das convenções.Ao lado do ex-presidente da Associação Mineira de Municípios, Luiz Euardo Falcão, que deve ser o seu vice, o senador revelou que recebeu autorização da direção nacional do partido para registrar a sua candidatura.Com a decisão, o parlamentar embola o campo da direita. Ao ficar fora do páreo, ele deu margem para o governador Mateus Simões ampliar a sua base de apoio e o PL lançar o empresário Flávio Roscoe como seu candidato. Cleitinho não indicou sua preferência nacional, mas deve se manter neutro no primeiro turno

Desde a semana passada o senador vive uma queda de braço como Republicanos. Primeiro, em razão do luto pela morte do irmão, não compareceu à convenção da legenda em Belo Horizonte. Em seguida, disse que seria candidato, o que foi rejeitado pela direção nacional. Na ocasião, o próprio senador gravou um vídeo emocionado dizendo que precisava cuidar primeiro de sua saúde e chegou a pedir perdão aos eleitores. Sua desistência não durou 24 horas. No dia seguinte, pediu ao presidente Marcos Pereira que reconsiderasse a sua decisão, mas ela foi mantida. O partido ficou neutro na disputa nacional e buscaria outro palanque em Minas. Terminado o prazo das convenções, mas ainda com a possibilidade de registro das candidaturas, Cleitinho voltou a investir na discussão e acabou convencendo a direção nacional, após apelos de candidatos à Câmara Federal e à Assembleia Legislativa. Para eles, embora seja uma disputa distinta, Cleitinho lidera as pesquisas de intenção de votos, dá visibilidade ao partido e pode influir na performance dos candidatos ao Legislativo.

 

Paulo Cesar Magella

Paulo Cesar Magella

Sou da primeira geração da Tribuna, onde ingressei em 1981 - ano de fundação do jornal -, já tendo exercido as funções de editor de política, editor de economia, secretário de redação e, desde 1995, editor geral. Além de jornalista, sou bacharel em Direito e Filosofia. Também sou radialista. Meus hobbies são leitura, gastronomia - não como frango, pasmem - esportes (Flamengo até morrer), encontro com amigos, de preferência nos botequins.E-mail: [email protected] [email protected]

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